Espécia exterminou os machos / WikiCommons
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Especialistas voltaram a atenção para uma espécie de peixe composta exclusivamente por fêmeas, considerada um marco na biologia evolutiva.
Conhecida cientificamente como molinésia-amazona (Poecilia formosa), ela intriga a ciência mesmo com esse sistema quase único de reprodução.
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Agora, os estudos buscam entender como a espécie consegue sobreviver por tanto tempo sem o cruzamento ou a mistura genética tradicional entre machos e fêmeas.
Em suma, a espécie vive em regiões do sul dos Estados Unidos e do México, sempre em água doce.
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No meio científico, ela é apontada como um grande exemplo de um processo natural e biológico conhecido como ginogênese.
Resumidamente, a presença dos machos é útil apenas para ativar o processo de criação e desenvolvimento do embrião. No entanto, em quase toda a população da espécie, os filhotes funcionam como clones da genitora.
Apesar de ser um fato curioso, de acordo com especialistas em biologia, isso pode representar um risco à espécie.
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Como não há troca de material genético, a molinésia-amazona pode se tornar mais vulnerável a mudanças climáticas e até ser extinta.
A origem da espécie remonta a um período em que duas espécies diferentes cruzaram entre si, dando origem à versão atual. Desde então, apenas fêmeas participam ativamente do processo reprodutivo.