Cotidiano
A espécie foi descrita pela primeira vez pelo especialista holandês Pieter Bleeker, ainda no século XIX. No Brasil, porém, a donzela-real só foi oficialmente documentada em 2023
As primeiras ocorrências foram registradas no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e na Estação Ecológica Tupinambás, ambos no litoral de São Paulo / Wikipedia Communs
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O litoral brasileiro tem um novo invasor que vem preocupando especialistas de diversas partes do mundo. Trata-se da donzela-real (Neopomacentrus cyanomos), uma espécie exótica originária da Ásia.
A espécie foi descrita pela primeira vez pelo especialista holandês Pieter Bleeker, ainda no século XIX. No Brasil, porém, a donzela-real só foi oficialmente documentada em 2023.
As primeiras ocorrências foram registradas no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e na Estação Ecológica Tupinambás, ambos no litoral de São Paulo.
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Recentemente, um grande cardume da donzela-real voltou a ser observado no litoral paulista, acendendo um alerta entre pesquisadores.
A teoria mais aceita é que a espécie tenha chegado ao Brasil por meio de navios vindos do Caribe, região onde o peixe também já se tornou invasor.
A introdução teria ocorrido por meio da água de lastro — sistema utilizado pelas embarcações para captar água do mar e armazená-la em compartimentos internos, garantindo estabilidade e segurança durante a navegação.
Ao ser descartada em outro local, essa água pode liberar organismos não nativos no ambiente.
Uma das principais características da donzela-real é o comportamento extremamente territorialista, especialmente durante o período de desova.
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A espécie ocupa áreas estratégicas do recife e passa a atacar de forma agressiva os peixes nativos, o que pode causar desequilíbrios no ecossistema marinho e favorecer sua rápida expansão pelo litoral brasileiro.