A tilápia, espécie mais produzida pela piscicultura brasileira, passou a integrar a Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras / Pixabay
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A tilápia, espécie mais produzida pela piscicultura brasileira, passou a integrar a Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras, conforme classificação divulgada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. A decisão reacendeu discussões sobre os impactos ambientais da espécie e os possíveis reflexos econômicos para o setor aquícola.
Originária da África, a tilápia está presente no Brasil desde a década de 1950 e se adaptou amplamente aos ambientes aquáticos do país.
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De acordo com a avaliação técnica da Conabio, o risco está na dispersão da espécie fora de sistemas de cultivo, especialmente quando há escapes para rios, lagos e reservatórios naturais.
Segundo o órgão, a tilápia pode competir com espécies nativas por alimento e espaço, além de provocar alterações no equilíbrio ecológico de determinados ecossistemas.
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A inclusão na lista tem caráter técnico e preventivo e não representa, neste momento, a proibição da criação comercial do peixe.
Apesar disso, a medida gerou preocupação entre produtores e entidades do setor. Representantes da piscicultura avaliam que a classificação pode resultar em maior rigor no licenciamento ambiental, aumento de exigências técnicas e insegurança jurídica para novos investimentos.
Atualmente, a tilápia responde pela maior parte da produção de peixes cultivados no Brasil, sendo considerada a principal base da piscicultura nacional e uma importante fonte de emprego e renda em diversas regiões.
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