As hortênsias são as queridinhas dos jardins brasileiros e europeus / Pexels
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As hortênsias (Hydrangea) são, há décadas, as queridinhas dos jardins brasileiros e europeus. Com seus enormes cachos de flores que variam entre o azul, rosa e branco, elas simbolizam elegância. No entanto, um movimento recente entre jardineiros profissionais e paisagistas recomenda cautela: eles aconselham que você pare de plantá-las — ou, pelo menos, repense essa escolha.
O motivo principal é a baixa resiliência climática. Com veranos cada vez mais longos e ondas de calor intensas, as hortênsias tornaram-se "plantas de alto custo". Elas exigem regas constantes, solo com pH rigorosamente controlado e proteção total contra o sol forte.
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Em um cenário de escassez hídrica, manter uma hortênsia viçosa tornou-se um desafio caro e ecologicamente insustentável. Além disso, ao contrário do que se pensa, elas possuem baixo valor ecológico, atraindo poucos polinizadores em comparação a outras espécies.
Se você busca um jardim vibrante, mas que exija menos esforço e água, os especialistas sugerem três substitutas de peso:
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Lavanda: Extremamente resistente ao sol e à seca, atrai abelhas e polinizadores, mantendo o aroma e a beleza com regas mínimas.
Espirradeira (Oleandro): Um arbusto que suporta o calor extremo e floresce por muitos meses. Atenção: é uma planta tóxica se ingerida, devendo ser mantida longe de pets e crianças.
Loureiro-salvagem: Ideal para quem busca estabilidade, suporta geadas leves e períodos sem rega, mantendo o jardim verde o ano todo.
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Se você não abre mão dessa flor clássica, a dica dos profissionais é migrar para variedades mais robustas, como a Hydrangea paniculata ou a Hydrangea arborescens. Elas são consideravelmente mais tolerantes ao sol e não exigem que o solo esteja úmido o tempo todo, adaptando-se melhor aos novos padrões climáticos de 2026.