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'Caso Momo reforça importância da educação digital', diz especialista da Baixada

Pais têm relatado ver conteúdo com incentivo ao suicídio em vídeos de plataforma infantil; Youtube nega

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20 MAR 2019Por Caroline Souza08h01
Vita acredita que educação digital evitaria disseminação de casos como o da personagem MomoFoto: Rodrigo Montaldi/Arquivo DL

Quem acessou as redes sociais nos últimos dias deve ter lido algo sobre a Momo. Pais têm relatado que, ao navegar no Youtube Kids, os filhos se deparam com vídeos em que a personagem ensina as crianças a se suicidarem. O Youtube nega que vídeos tenham passado pela plataforma infantil. Verdade ou boato, para o advogado especialista em redes sociais Raphael Vita, fica o alerta: "já passou da hora da educação digital ser inserida nas escolas".

Mesmo que o conteúdo não esteja na plataforma infantil, vídeos foram disseminados em outras redes. "Não há nenhuma prova de que ele realmente tenha estado no Youtube Kids, mas ele circulou no Whatsapp e no Facebook", esclarece. "As pessoas, achando que estavam ajudando, divulgaram o conteúdo e isso causou a grande repercussão".

O especialista alerta que correntes com conteúdos alarmistas nunca devem ser compartilhadas. "O compartilhamento, ao invés de ajudar, causa o efeito reverso, aumenta o alcance do conteúdo negativo, se tornando algo de grandes proporções".

Para Vita, há um buraco educacional na questão digital. "A geração atual de adolescentes e jovens adultos não foi educada para absorver as consequências do mal uso da internet, porque a geração anterior não nasceu com as redes sociais e, consequentemente, não teve informação suficiente para educar seus filhos", explica.

Uma educação digital nas escolas, para que os estudantes saibam as consequências de tudo que é inserido nas redes, poderia evitar casos como esse da Momo, segundo Vita.

"Talvez já esteja passando da hora de termos uma matéria que ensine a crianças a lidar com isso", diz. "Quero crer que não é uma realidade tão distante, pois a questão está batendo a nossa porta há um tempo e precisamos agir".

 

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