Cotidiano

Especialista crava: A pior coisa que se pode fazer é sentar no sofá e comer diante da TV

Em entrevista ao portal espanhol Rac1, o médico espanhol Manuel Sans Segarra chamou atenção para um comportamento bastante comum na rotina moderna

Igor de Paiva

Publicado em 27/02/2026 às 00:04

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O alerta vai além da simples distração / Divulgação

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Em uma sociedade marcada pela pressa, pelas telas e pela necessidade de estar sempre conectado, o cuidado com a mente muitas vezes fica em segundo plano. No entanto, preservar a saúde mental é essencial para garantir equilíbrio, disposição e qualidade de vida. Sem ela, metas alcançadas e relações construídas perdem significado.

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Em entrevista ao portal espanhol Rac1, o médico espanhol Manuel Sans Segarra chamou atenção para um comportamento bastante comum na rotina moderna e que, segundo ele, pode ser especialmente prejudicial ao cérebro: fazer as refeições diante da televisão. Para o especialista, esse hábito estimula a passividade mental e reduz a consciência sobre o próprio ato de se alimentar.

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O alerta vai além da simples distração. Quando a alimentação se torna automática, acompanhada por estímulos constantes da TV, o cérebro deixa de participar ativamente daquele momento. A longo prazo, esse padrão pode afetar não apenas a relação com a comida, mas também a vitalidade cognitiva.

Inclusive, aquela vontade frequente de consumir doces após o jantar pode ser um sinal de desequilíbrio — seja físico ou emocional. Em muitos casos, o corpo reage ao cansaço, ao estresse ou à falta de estímulos adequados ao longo do dia.

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Três bases para manter o cérebro ativo

De acordo com o médico, preservar a juventude mental depende de três pilares fundamentais. O primeiro é o estilo de vida. A prática regular de atividade física, aliada a uma alimentação equilibrada, cria as condições biológicas necessárias para o bom funcionamento cerebral.

O segundo envolve o estímulo intelectual. Ler, estudar, conhecer novos lugares, desenvolver habilidades e se desafiar constantemente são atitudes que fortalecem as conexões neurais. A novidade e a diversidade de experiências funcionam como combustível para a mente.

Já o terceiro pilar está nas relações sociais. O convívio, as trocas e as amizades exercem impacto direto sobre o cérebro. Interações humanas exigem atenção, interpretação, empatia e raciocínio — processos que mantêm a atividade neurológica em movimento. Além disso, vínculos saudáveis contribuem para maior resiliência emocional diante das dificuldades.

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Em um cenário dominado pela praticidade e pelo excesso de estímulos passivos, pequenas mudanças de hábito podem representar um grande passo para proteger aquilo que sustenta todas as outras áreas da vida: a saúde da mente.

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