Cotidiano
Proposta do deputado Paulo Corrêa Jr. prevê simulações semestrais para alunos e professores em colégios públicos e particulares de todo o estado
A intenção é padronizar a preparação das comunidades escolares diante de crises / Divulgação
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As escolas públicas e particulares do Estado de São Paulo poderão ser obrigadas a realizar treinamentos periódicos de preparação para emergências, caso avance na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 304/2026, apresentado pelo deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (Republicanos).
A proposta determina que as instituições de ensino promovam capacitações semestrais para preparar alunos, professores e funcionários a agir em situações de risco, como ataques armados, acidentes graves, desastres naturais e outras ocorrências emergenciais dentro do ambiente escolar.
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Pelo texto protocolado na Alesp, os treinamentos deverão abordar protocolos de evacuação emergencial, procedimentos em casos de ataques armados, noções básicas de primeiros socorros e medidas de prevenção e resposta a desastres naturais.
A intenção é padronizar a preparação das comunidades escolares diante de crises, criando uma rotina de capacitação contínua nas unidades de ensino.
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Em tempo, cada cidade buscou uma forma de reforçar a segurança. Em São Vicente, as escolas da rede municipal contam com apoio constante da Guarda Civil Municipal (GCM-SV) para garantir a integridade dos alunos, profissionais da educação e do patrimônio público.
O projeto também autoriza o Governo do Estado a firmar parcerias com órgãos de segurança pública, especialmente a Polícia Militar, para auxiliar na execução dos treinamentos.
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“O objetivo é preparar alunos, professores e demais profissionais da educação para agir de forma rápida, organizada e eficaz diante de ocorrências que coloquem em risco a integridade física e a vida da comunidade escolar”, afirma o deputado na justificativa da proposta.
Segundo Paulo Corrêa Jr, autor do projeto, a medida responde ao aumento das preocupações com segurança escolar (Divulgação/PSD)Segundo o parlamentar, a medida responde ao aumento das preocupações com segurança escolar e à necessidade de protocolos preventivos mais estruturados.
“A crescente complexidade dos desafios enfrentados no ambiente escolar, incluindo episódios de violência, acidentes e eventos decorrentes de desastres naturais, evidencia a necessidade de adoção de medidas preventivas estruturadas. A ausência de preparo adequado pode potencializar danos”, acrescenta.
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Em Santos, o reforço na segurança veio por monitoramento: a cidade tem 100% das escolas monitoradas por câmeras de segurança.
Paulo Corrêa Júnior argumenta que a implementação de treinamentos regulares pode ajudar a criar uma cultura permanente de segurança nas instituições de ensino.
“Permite que a comunidade escolar atue com maior segurança, reduzindo o pânico e aumentando a eficiência das respostas emergenciais”, defende.
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O deputado também cita experiências internacionais para sustentar a proposta, afirmando que políticas de preparação para emergências em escolas têm se mostrado eficazes em outros países.
Antes de chegar ao plenário, o Projeto de Lei 304/2026 ainda precisará passar pela análise das comissões temáticas da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Se aprovado pelos deputados e sancionado pelo governador, o texto passará a valer para toda a rede pública e privada de ensino do estado.
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