Escolas de São Paulo divergem sobre uso de celulares

No colégio que ficou em primeiro lugar na avaliação de 2014 do Enem, o Objetivo, há "um acordo de cavalheiros", segundo a coordenadora geral Vera Lúcia da Costa Antunes

As cinco escolas no topo do ranking do Enem em São Paulo divergem quanto ao uso de celular em sala de aula.

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No colégio que ficou em primeiro lugar na avaliação de 2014, o Objetivo, há “um acordo de cavalheiros”, segundo a coordenadora geral Vera Lúcia da Costa Antunes. A professora diz que o aluno tradicionalmente não usa celular durante a aula, mas a escola investe em recursos visuais e incentiva o uso do tablet.

Já no Bandeirantes, 5º no ranking do Enem do ano passado, o uso do celular é permitido -desde que não seja para atividades extraclasse. Segundo Emerson Pereira, diretor de tecnologia educacional da escola, alunos do 6º e do 7º ano usam cerca de 40 aplicativos. Para esses anos, o uso do tablet é obrigatório.

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“A sociedade está em rede. A escola não pode colocar um muro”, justifica Pereira.

No Vértice, 2º lugar no Enem, celular é proibido. O diretor do fundamental 2 e do ensino médio, Adilson Garcia, diz que “raramente os alunos podem utilizar o celular para pesquisa, sob supervisão dos professor ou, quando participam de projeto envolvendo foto nas aulas”. Slides das aulas são disponibilizados para suprir a necessidade.

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No Móbile, 3º no Enem, os celulares podem ser usados se houver necessidade pedagógica, mas não para fotografar a lousa, por exemplo.

O Santa Cruz, 4º no Enem, informa que algumas atividades didáticas preveem a utilização do celular.

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Para Bruna Waitman, do Media Education Lab, empresa de inovação na área de educação, “quando a escola proíbe o uso do celular, ela inibe o aluno que poderia potencializar o aprendizado com aquela ferramenta”.

Waitman diz que as escolas que aceitam celular na sala dão aos alunos mais autonomia para decidir que forma de aprendizado é melhor.

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No Dante, placas em frente às salas alertam que é proibido tirar fotos ou gravar vídeos sem a autorização do professor. Alunos dizem, porém, que a maioria dos docentes permite tirar fotos do quadro.

No colégio Equipe, o celular deve estar desligado e na mochila, porque chama a atenção do aluno, segundo a diretora Luciana Fevorini.

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As salas de aula do Magno têm QR codes (código de barras que podem ser escaneados por celulares e tablets) com informações como lição e cardápio do dia.