Escola vira depósito de cães em Mongaguá

A Vigilância Sanitária e a Sociedade Protetora dos Animais serão acionadas

Vários cães estão sendo mantidos pela Prefeitura de Mongaguá numa escola abandonada, desde 2013, na Estrada da Água Branca, sem número, na área rural do Município, convivendo entre fezes e sujeira. A denúncia é do vereador Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casabranca (PSDB).

Continua após a publicidade

A Vigilância Sanitária e a Sociedade Protetora dos Animais serão acionadas. “Também vou recorrer ao Ministério Público (MP)”, afirma o parlamentar.

Casabranca afirma que vai passar a filmar a denúncia, gravar num DVD e mandar para o prefeito Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (sem partido), após receber respostas consideradas impróprias aos seus requerimentos. “Quem sabe em casa, quando ele chegar bem cansado do serviço, ele assista. Porque, realmente, ele não está vendo nada sentado no gabinete”, dispara.

Continua após a publicidade

Casabranca revelou que não precisa de provas quando seu papel como vereador é justamente fiscalizar os atos do Executivo. “Os animais deveriam estar sendo melhor acolhidos e a escola deveria estar atendendo crianças por estar localizada cinco ou seis quilômetros do lado morro da Cidade”, afirma.

O parlamentar foi acionado por moradores inconformados com os latidos ‘desesperados’ dos animais. “A escola está fechada. As imagens foram captadas por um drone. O pátio está repleto de fezes de uma 20 cães. Todos misturados e só recebem comida e água uma vez por semana”, denuncia.

Continua após a publicidade

Prefeitura

A Prefeitura de Mongaguá informa que a situação é provisória por conta das obras de ampliação e reforma do Centro de Controle de Zoonoses.

Continua após a publicidade

Antes de transferir os animais para o local, a Prefeitura providenciou a manutenção de instalações elétricas, hidráulicas e do telhado a fim de garantir o fornecimento regular de luz e água ao prédio e, assim, proporcionar as condições necessárias ao trabalho do médico veterinário responsável pelo acompanhamento dos animais, bem como ao pessoal encarregado da limpeza do local e alimentação dos cães.

“Os cães não estão abandonados. Evidentemente, em algum período do dia, existe acúmulo de fezes, no local. Há 22 cães abrigados no prédio. Contudo a limpeza é realizada uma vez ao dia, no mesmo período em que o funcionário providencia água e alimentação. O médico veterinário, responsável pelo atendimento diário no CCZ, vistoria o abrigo provisório, uma vez por semana”, explica.