Escola trabalha temas da ONU e da UNESCO em sala de aula

Tema abordado este ano é o Turismo Sustentável. Proposta visa trabalhar consciência ambiental dos alunos

Comentar
Compartilhar
03 JUL 2017Por Vanessa Pimentel11h00
O responsável pelo projeto é o professor de Geografia, Enio dos Anjos, que abordará o assunto junto a alunos do Ensino Médio do Colégio do Carmo, em SantosO responsável pelo projeto é o professor de Geografia, Enio dos Anjos, que abordará o assunto junto a alunos do Ensino Médio do Colégio do Carmo, em SantosFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Com o objetivo de chamar a atenção das pessoas sobre a importância de pensar socialmente e ecologicamente no mundo em que se vive, desde 1957, por decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a ­Ciência e a Cultura (UNESCO), implementa, dentre os países que aderem às campanhas, o chamado ‘Ano ­Internacional’.

Desde então, já foram discutidos diversos temas como: Ano Internacional do Planeta Terra, do Saneamento, da Biodiversidade, entre outros. Em 2017, o tema definido foi ‘Turismo Sustentável para o ­Desenvolvimento’.

O potencial do turismo para o desenvolvimento sustentável é reconhecido pela ONU como um dos principais setores de geração de emprego do mundo. A atividade oferece oportunidade de subsistência, ajuda a reduzir a pobreza e direciona as atividades produtivas para o desenvolvimento e inclusão social.

No Brasil, as escolas que fazem parte do programa trabalham o assunto definido em sala de aula de abril a agosto. O objetivo dessa vez é fazer com que os alunos pontuem lugares que poderiam se tornar pontos turísticos no país, mas por falta de conhecimento ou iniciativas do governo, continuam desconhecidos ou ­abandonados.

O Colégio do Carmo, em Santos foi a primeira instituição de ensino da Baixada Santista a fazer parte das Escolas Associadas da UNESCO. O responsável por trabalhar o projeto é o professor de Geografia, Geopolítica e Geoatualidades, Enio dos Anjos que abordará o assunto junto a alunos do Ensino Médio.

“Essa parceira com as escolas é necessária porque precisamos incentivar jovens e crianças a se transformarem em adultos com uma consciência sustentável. Antes, sustentabilidade só era relacionada à parte ambiental e ecológica, mas hoje a ideia ficou muito mais ampla e o desenvolvimento sustentável aborda questões políticas, econômicas, sociais, tecnológicas, entre outras”, explica o professor.

O trabalho, de acordo com ele, consiste em pesquisar nos 26 estados brasileiros possíveis patrimônios ambientais e culturais que não exploram o potencial turístico como poderiam e por que isso acontece.

“Dividimos os alunos em grupos e uma vez por semana discutimos o trabalho. Por exemplo, um deles está pesquisando sobre as Ruínas do Presídio, em Ubatuba. Depois vão traçar um projeto que mostre possíveis diretrizes para aumentar a visitação de forma que ajudem a economia local girar. Se toda essa renda for bem aplicada e administrada, ajuda a resgatar e a manter mais forte a cultura das comunidades envolvidas.

Pela falta de oportunidades de subsistência, os jovens que fazem parte dessas comunidades não possuem estímulo em perpetuar as tradições”, analisa Enio dos Anjos.

Para ele, trabalhar o assunto em sala de aula, além de ajudar os alunos na preparação para as provas do Enem e vestibulares, que comumente usam os temas nas provas, também influencia nas escolhas profissionais deles.

“Hoje em dia as pessoas estão mais interessadas pelas causas ambientais, então, trabalhar com ecologia e preservação no período escolar pode ajudar a despertar o interesse em se profissionalizar na área quando eles forem para a faculdade”, acredita Enio.