Escola trabalha temas da ONU e da UNESCO em sala de aula

Tema abordado este ano é o Turismo Sustentável. Proposta visa trabalhar consciência ambiental dos alunos

Com o objetivo de chamar a atenção das pessoas sobre a importância de pensar socialmente e ecologicamente no mundo em que se vive, desde 1957, por decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a ­Ciência e a Cultura (UNESCO), implementa, dentre os países que aderem às campanhas, o chamado ‘Ano ­Internacional’.

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Desde então, já foram discutidos diversos temas como: Ano Internacional do Planeta Terra, do Saneamento, da Biodiversidade, entre outros. Em 2017, o tema definido foi ‘Turismo Sustentável para o ­Desenvolvimento’.

O potencial do turismo para o desenvolvimento sustentável é reconhecido pela ONU como um dos principais setores de geração de emprego do mundo. A atividade oferece oportunidade de subsistência, ajuda a reduzir a pobreza e direciona as atividades produtivas para o desenvolvimento e inclusão social.

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No Brasil, as escolas que fazem parte do programa trabalham o assunto definido em sala de aula de abril a agosto. O objetivo dessa vez é fazer com que os alunos pontuem lugares que poderiam se tornar pontos turísticos no país, mas por falta de conhecimento ou iniciativas do governo, continuam desconhecidos ou ­abandonados.

O Colégio do Carmo, em Santos foi a primeira instituição de ensino da Baixada Santista a fazer parte das Escolas Associadas da UNESCO. O responsável por trabalhar o projeto é o professor de Geografia, Geopolítica e Geoatualidades, Enio dos Anjos que abordará o assunto junto a alunos do Ensino Médio.

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“Essa parceira com as escolas é necessária porque precisamos incentivar jovens e crianças a se transformarem em adultos com uma consciência sustentável. Antes, sustentabilidade só era relacionada à parte ambiental e ecológica, mas hoje a ideia ficou muito mais ampla e o desenvolvimento sustentável aborda questões políticas, econômicas, sociais, tecnológicas, entre outras”, explica o professor.

O trabalho, de acordo com ele, consiste em pesquisar nos 26 estados brasileiros possíveis patrimônios ambientais e culturais que não exploram o potencial turístico como poderiam e por que isso acontece.

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“Dividimos os alunos em grupos e uma vez por semana discutimos o trabalho. Por exemplo, um deles está pesquisando sobre as Ruínas do Presídio, em Ubatuba. Depois vão traçar um projeto que mostre possíveis diretrizes para aumentar a visitação de forma que ajudem a economia local girar. Se toda essa renda for bem aplicada e administrada, ajuda a resgatar e a manter mais forte a cultura das comunidades envolvidas.

Pela falta de oportunidades de subsistência, os jovens que fazem parte dessas comunidades não possuem estímulo em perpetuar as tradições”, analisa Enio dos Anjos.

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Para ele, trabalhar o assunto em sala de aula, além de ajudar os alunos na preparação para as provas do Enem e vestibulares, que comumente usam os temas nas provas, também influencia nas escolhas profissionais deles.

“Hoje em dia as pessoas estão mais interessadas pelas causas ambientais, então, trabalhar com ecologia e preservação no período escolar pode ajudar a despertar o interesse em se profissionalizar na área quando eles forem para a faculdade”, acredita Enio.