Corpo em repouso pode transmitir controle e distanciamento / Freepik
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Durante uma caminhada ou em momentos de reflexão, o corpo assume gestos sem pedir permissão. Um deles é cruzar as mãos atrás das costas, atitude comum que raramente recebe atenção consciente.
Apesar de parecer neutra, essa postura carrega mensagens claras. Ela pode favorecer foco e tranquilidade, mas também altera a forma como o outro interpreta presença, poder e abertura ao diálogo.
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Entre sensação de bem-estar e leitura social, o gesto revela como pequenos movimentos moldam relações e impressões.
Ao esconder as mãos atrás do corpo, a movimentação diminui. Estudos dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos mostram que o cérebro interpreta essa limitação como sinal de pausa, mantendo atenção sem agitação.
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Sem as mãos à vista, o campo visual fica mais limpo. A plataforma científica Le Ravi destaca que isso reduz estímulos e ajuda a manter o foco, como se o corpo pedisse menos interferências externas.
Por isso, a postura surge em situações de observação e reflexão. É comum durante caminhadas tranquilas ou momentos em que a mente precisa desacelerar sem perder clareza.
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Fisicamente, o gesto também reorganiza o corpo. Ombros alinhados e coluna ereta favorecem uma respiração mais profunda, o que impacta diretamente a sensação de equilíbrio.
Com mais espaço para o ar circular, o corpo responde com menos tensão. Esse ajuste simples pode melhorar o conforto físico em períodos de concentração prolongada.
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Especialistas indicam que prestar atenção à postura funciona como pausa ativa. Respirar fundo, ajustar o corpo e observar o próprio ritmo ajuda a recuperar energia.
Em ambientes sociais, a leitura muda. Professores, líderes e palestrantes usam o gesto para marcar presença, transmitindo segurança e domínio do espaço.
Adrienne Carter define a posição como “pose real”. “Essa postura pode significar: Mantenha distância, sou intocável”, explica, em entrevista ao portal alemão 20 Minuten.
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Anthony Laye alerta para o efeito oposto ao desejado. “O que estou dizendo pode soar bem. Mas a sensação não é boa”, afirma. Por isso, mostrar as mãos ainda é visto como sinal de abertura.