O evento GRB 250702B durou 25 mil segundos, superando registros anteriores e sugerindo fenômenos cósmicos inéditos / Freepik
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Astrônomos identificaram recentemente um sinal de rádio extremamente poderoso vindo do espaço profundo com uma duração impressionante de sete horas. O fenômeno, que desafia o conhecimento científico atual, foi captado por telescópios.
Batizado de GRB 250702B, o evento consiste em uma explosão de raios gama com cerca de 25 mil segundos de emissão contínua. Essa marca supera todos os registros de explosões espaciais, que costumam durar poucos minutos.
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Além disso, o monitoramento constante do céu permitiu que os especialistas notassem três rajadas sucessivas na mesma região. Isso confirmou que se tratava de um único e extraordinário evento vindo do universo distante.
Primeiramente, as explosões de raios gama, conhecidas como GRBs, são rajadas de radiação de alta energia. Elas surgem durante a morte de estrelas gigantes ou na colisão de objetos compactos, como estrelas de nêutrons.
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Historicamente, esses sinais foram descobertos por satélites militares nos anos 60. No entanto, o GRB 250702B chamou a atenção por durar muito mais tempo do que os modelos clássicos da astronomia conseguem prever.
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O monitoramento do sinal foi realizado pelo telescópio Fermi da NASA. Esse equipamento escaneia o céu em busca de pulsações de radiação que se destacam no fundo, enviando os dados rapidamente para centros de análise.
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Segundo a pesquisadora Eliza Neights, foi exatamente esse tipo de monitoramento que permitiu identificar o evento recorde. Sem essa vigilância constante, um sinal tão longo e único poderia ter passado despercebido.
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Como as fusões tradicionais de estrelas não duram horas, os cientistas buscam novas respostas. Atualmente, uma das principais hipóteses envolve a fusão de hélio entre um buraco negro e uma estrela rica nesse elemento.
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Nesse cenário, o buraco negro entra na atmosfera da estrela e a consome lentamente. Esse processo sustenta um jato de energia por um período prolongado, explicando a duração atípica observada pelos telescópios.