Cotidiano

Era para durar poucos minutos, durou 7 horas: O sinal do espaço que desafia a ciência

O fenômeno, que desafia todo o conhecimento científico acumulado atualmente, foi captado por telescópios e intriga pesquisadores

Agência Diário

Publicado em 14/02/2026 às 18:01

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O evento GRB 250702B durou 25 mil segundos, superando registros anteriores e sugerindo fenômenos cósmicos inéditos / Freepik

Continua depois da publicidade

Astrônomos identificaram recentemente um sinal de rádio extremamente poderoso vindo do espaço profundo com uma duração impressionante de sete horas. O fenômeno, que desafia o conhecimento científico atual, foi captado por telescópios.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Batizado de GRB 250702B, o evento consiste em uma explosão de raios gama com cerca de 25 mil segundos de emissão contínua. Essa marca supera todos os registros de explosões espaciais, que costumam durar poucos minutos. 

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Terra e Marte ficaram pequenos: O túnel colossal recém-descoberto em Vênus

• Novo planeta descoberto pela NASA não é o único parecido com a Terra; Veja outras opções

• Conheça os planetas onde tempestades viram diamantes e a Terra fica no chinelo

Além disso, o monitoramento constante do céu permitiu que os especialistas notassem três rajadas sucessivas na mesma região. Isso confirmou que se tratava de um único e extraordinário evento vindo do universo distante.

O GRB 250702B é um evento classificado como explosão de raios gama, um dos fenômenos mais energéticos do universo / Pixabay
O GRB 250702B é um evento classificado como explosão de raios gama, um dos fenômenos mais energéticos do universo / Pixabay
Rajadas como o GRB 250702B são detectadas por telescópios espaciais especializados em alta energia / Pixabay
Rajadas como o GRB 250702B são detectadas por telescópios espaciais especializados em alta energia / Pixabay
Cientistas investigam se o evento foi causado pelo colapso de uma estrela massiva ou pela fusão de objetos compactos / Pixabay
Cientistas investigam se o evento foi causado pelo colapso de uma estrela massiva ou pela fusão de objetos compactos / Pixabay
Explosões de raios gama podem durar de milissegundos a vários minutos / Pixabay
Explosões de raios gama podem durar de milissegundos a vários minutos / Pixabay
O brilho intenso dessas explosões pode ser observado mesmo a bilhões de anos-luz de distância / Pixabay
O brilho intenso dessas explosões pode ser observado mesmo a bilhões de anos-luz de distância / Pixabay
Eventos como o GRB 250702B ajudam a ampliar o conhecimento sobre a evolução do cosmos / Pixabay
Eventos como o GRB 250702B ajudam a ampliar o conhecimento sobre a evolução do cosmos / Pixabay

Entenda o que são as explosões de raios gama

Primeiramente, as explosões de raios gama, conhecidas como GRBs, são rajadas de radiação de alta energia. Elas surgem durante a morte de estrelas gigantes ou na colisão de objetos compactos, como estrelas de nêutrons. 

Continua depois da publicidade

Historicamente, esses sinais foram descobertos por satélites militares nos anos 60. No entanto, o GRB 250702B chamou a atenção por durar muito mais tempo do que os modelos clássicos da astronomia conseguem prever.

Veja também: A quase 1.000 km/s, James Webb detecta buraco negro gigante 'fugindo' de galáxia.

A tecnologia por trás da descoberta recorde

O monitoramento do sinal foi realizado pelo telescópio Fermi da NASA. Esse equipamento escaneia o céu em busca de pulsações de radiação que se destacam no fundo, enviando os dados rapidamente para centros de análise.

Continua depois da publicidade

Segundo a pesquisadora Eliza Neights, foi exatamente esse tipo de monitoramento que permitiu identificar o evento recorde. Sem essa vigilância constante, um sinal tão longo e único poderia ter passado despercebido. 

Veja também: Cometa misterioso chega de outra galáxia e pode revelar segredos da vida no universo.

Novas teorias para explicar o fenômeno

Como as fusões tradicionais de estrelas não duram horas, os cientistas buscam novas respostas. Atualmente, uma das principais hipóteses envolve a fusão de hélio entre um buraco negro e uma estrela rica nesse elemento. 

Continua depois da publicidade

Nesse cenário, o buraco negro entra na atmosfera da estrela e a consome lentamente. Esse processo sustenta um jato de energia por um período prolongado, explicando a duração atípica observada pelos telescópios. 

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software