Equipes concentram buscas em suposto local onde estão os operários soterrados

Ontem, os bombeiros concentraram as buscas em área apontada por trabalhadores da pedreira onde estaria a plataforma de trabalho de Jucelino Mendonça de Souza e Walter Santana Holtz

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14 JAN 201320h55

Uma semana após o deslizamento de rochas que soterrou dois operários na Pedreira Santa Tereza, situada em uma estrada da rodovia Rio-Santos, na área continental de Santos, as equipes de resgate acreditam ter localizado a área onde, supostamente, Jucelino Mendonça de Souza, de 45 anos, e Walter Santana Holtz, de 49, trabalhavam no momento do incidente, por volta das 6 horas do último dia 12.

A pedreira de extração de granito da empresa Maxibrita Comercial Ltda. fica no km 246 da Rodovia Manoel Hipólito Rego, entre Guarujá e Bertioga. Segundo o comandante do 6º Batalhão do Corpo de Bombeiros da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Luiz Carlos Ribeiro, desde o início das buscas, já houve quatro detonações de rochas para facilitar o trabalho de resgate, mas o comandante não soube precisar a quantidade de material que já foi retirada. Outro bloco rochoso foi explodido por volta das 16 horas de ontem.

Entretanto, Ribeiro estima que Jucelino e Walter estejam seis metros abaixo do material que deslizou sobre eles — aproximadamente 500 toneladas de rochas e terra.  

Na manhã de ontem, as equipes de resgate do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, técnicos da empresa Maxbrita e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concentraram as operações na área onde estaria a plataforma em que os dois operários trabalhavam. A área foi apontada por outros trabalhadores da pedreira, segundo o comandante Ribeiro. A busca foi feita num raio de 20 metros.

“Hoje (ontem) nós avançamos um pouco mais em relação à ontem (segunda-feira) e estamos praticamente em cima da plataforma onde eles estavam trabalhando e há suspeita de que eles estejam ali embaixo. Mas estamos encontrando muita dificuldade. Há muito material em cima dessa plataforma de trabalho deles”, declarou o comandante Ribeiro.

Os bombeiros usaram cães farejadores nas buscas, pela manhã, entre eles a cadela Beck, de 2 anos, que já participou de 60 ocorrências no Estado. Mas nenhum vestígio das vítimas foi localizado.

À tarde, O IPT levou o magnetrômetro, equipamento já utilizado antes para detectar metais no suposto local onde estariam os operários, um caminhão e outros equipamentos de metal. 

“Nós pedimos o equipamento para ver se confirma ou não a presença de metal, mas isso não quer dizer que as pessoas estejam junto com o metal. Vamos fazer as buscas supondo que estejam junto com as máquinas”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros.     

O chefe do Departamento da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa, disse que a expectativa é que os operários sejam localizados logo porque a remoção total das rochas demandará um tempo prolongado.

“A gente sempre trabalha com a esperança de que eles estejam vivos, mas a cada dia que passa essa esperança diminui”, afirmou Onias. “Há muito material a ser retirado de médio e grande porte”, disse o chefe da Defesa Civil.

Segundo Onias, os trabalhos devem levar dias porque as operações são feitas com cautela devido ao risco iminente de rolamentos de pedras no local para as pessoas que trabalham nas buscas. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, três equipes com oito homens cada trabalham nas buscas aos operários.