Enxurrada de saques criminosos no auxílio emergencial é registrada na Baixada Santista

Uma alta demanda de casos chega aos plantões da Polícia Civil; Polícia Federal diz que beneficiários lesados devem se dirigir apenas a agências da Caixa Econômica Federal

Uma enxurrada de casos de saques criminosos feitos por terceiros nas contas de beneficiários do auxílio emergencial, em meio à pandemia, tem chegado aos plantões da Polícia Civil na Baixada Santista. Conforme apurou o Diário do Litoral, há plantões, inclusive, em que a maior parte dos casos registrados é dessa natureza. Como a competência para a investigação desses crimes é da Polícia Federal (PF), por envolver a Caixa Econômica Federal (CEF), a recomendação da PF é clara: os beneficiários lesados devem se dirigir apenas a uma agência da Caixa Econômica Federal para iniciar o processo de contestação de movimentação em conta e receber eventual ressarcimento. 

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“As informações desse processo de contestação (na Caixa) serão oportunamente compartilhadas com a Polícia Federal para fins de investigação de eventuais crimes ocorridos. Caso haja necessidade de esclarecimentos adicionais, a Polícia Federal entrará em contato com o beneficiário através dos dados informados no processo de contestação realizado pela Caixa”, afirma, em nota, a Polícia Federal. 

“Esse procedimento, além de evitar deslocamentos desnecessários e aglomerações para o registros, preserva o tempo e a saúde dos beneficiários, além de não causar nenhum prejuízo às investigações, uma vez que as informações necessárias para identificação dos autores de eventual conduta criminosa serão compartilhadas entre a Caixa e a Polícia Federal”, frisa a PF. 

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A Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), informou ao Diário que os casos de fraude de saque no auxílio que chegam às delegacias são registrados e  encaminhados para a Polícia Federal. 

O Diário do Litoral solicitou dados consolidados de boletins de ocorrência referentes aos saques criminosos nos meses de abril, maio e junho ao departamento, mas não há um balanço. 

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Aplicativo

Um entre as centenas de casos que chegaram aos plantões na Região, conforme apurou o Diário, trata-se de uma mulher de 42 anos, que registrou ocorrência na manhã da última quarta-feira (24). 

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Ela informou para a Polícia Civil que teria direito a um complemento salarial de R$ 262,00 em meio à pandemia e disse que sem a sua autorização ou consentimento o dinheiro foi pago mediante o aplicativo Caixa Tem, o qual a vítima disse nem ter instalado. O caso foi registrado sob a natureza de estelionato consumado. 

Na nota sobre as fraudes em geral no auxílio, a Caixa informou que atua de forma conjunta com os órgãos de segurança pública para mitigar riscos de fraudes e garantir um nível adequado de segurança no pagamento do auxílio emergencial. 

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“Especificamente para o benefício auxílio emergencial, é muito importante que os cidadãos utilizem única e exclusivamente os canais oficiais da Caixa ou do Governo Federal para buscar informações e acesso aos serviços. Neles são utilizados fatores complementares de segurança baseados em informações, código de verificação, além do próprio dispositivo para garantir o devido nível de segurança do processo. Assim, podemos garantir que ao utilizar os aplicativos oficiais da Caixa as informações e transações dos clientes estarão seguras”, disse o banco, em nota. 

Ação no Brisamar

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No último dia 18, uma dupla que estava fazendo compras no Brisamar Shopping, em São Vicente, mediante fraudes em nomes de terceiros, com recursos do auxílio emergencial, foi identificada e surpreendida por policiais civis.

Um dos acusados, de 25 anos, admitiu os golpes aos policiais civis, durante a abordagem, e disse que efetuava cadastros com números de CPF de terceiros e assim conseguia efetuar saques e compras por meio destes cadastros. 

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A Polícia Civil apreendeu objetos relacionados às fraudes na casa do suspeito e registrou o caso como estelionato. Os suspeitos foram encaminhados à PF para a sequência da investigação criminal, segundo o Deinter-6.