Entulho de terreno na Vila dos Ferroviários que virou ‘cracolândia’ é retirado

EMTU, proprietária da área descarta construção de muro após a limpeza

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06 OUT 201111h23

O terreno da antiga Vila dos Ferroviários começou a ser limpo por empreiteira contratada pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). O local, cheio de entulhos de casas que foram demolidas por volta do mês de maio, havia se tornado reduto de marginais, tráfico de drogas e até de prostituição infantil, segundo da comunidade local.

Em nota enviada ontem ao DL, a EMTU informou que: “as demolições e limpeza dos terrenos começaram na segunda-feira e estão sendo feitas pela empresa Ral-Max Comércio e Serviços em Metais Ltda, vencedora da licitação pública. O contrato tem validade de 12 meses. A iniciativa de contratação de empresa especializada nesses serviços foi da própria EMTU/SP”.
    
Ainda de acordo com a nota: “os trabalhos estão concentrados nos terrenos que já foram desocupados, por meio de ações judiciais de reintegração de posse. Esta primeira fase deve durar 15 dias até a desocupação dos imóveis restantes”.

A EMTU está providenciando a desocupação de imóveis também na cidade de São Vicente. “Em Santos, do total de 30, foram desocupados 19 imóveis e o restante aguarda decisão judicial. Em São Vicente, do total de 12, três imóveis foram desocupados e nove aguardam decisão judicial”. 

Quanto ao entulho recolhido no terreno da Rua Dr. Gaspar Ricardo, “será levado para área destinada a receber restos de material de construção, devidamente licenciada pelos órgãos ambientais competentes”.

Sem muro

“Não será feita nenhuma obra nos terrenos desocupados e limpos, a não ser as intervenções previstas no projeto de construção da linha do VLT. A EMTU/SP manterá vistorias sistemáticas nas áreas desocupadas para garantir a limpeza das áreas lindeiras ao futuro sistema de transporte”, esclareceu a EMTU na nota.

Banha

O vereador da Câmara de Santos Antonio Carlos Banha Joaquim acompanhou os trabalhos de limpeza ontem. Banha ingressou duas representações no Ministério Público, no último dia 6 de outubro, uma representação na Promotoria da Infância e da Juventude e a outra na Promotoria do Meio Ambiente, com base na denúncia de moradores da Rua Dr. Gaspar Ricardo e do pároco da igreja São Paulo Apóstolo, situada na mesma rua.