Entregadores anunciam greve e litoral de SP pode ficar sem serviços como iFood

A greve está sendo organizada pelas redes sociais e já conta com a adesão de trabalhadores em 20 estados

Atualmente, a região conta com cerca de 30 mil trabalhadores atuando nesse setor

Atualmente, a região conta com cerca de 30 mil trabalhadores atuando nesse setor | Unsplash/Kai Pilger

A população do litoral de São Paulo pode enfrentar dificuldades para pedir comida por aplicativo nos dias 31 de março e 1º de abril. Isso porque os entregadores que utilizam motos e bicicletas anunciaram uma paralisação para pressionar as plataformas de delivery por melhores condições de trabalho e reajustes na remuneração. 

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Atualmente, a região conta com cerca de 30 mil trabalhadores atuando nesse setor.

O movimento, que ocorre em todo o país, reivindica uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50, a limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros e a remuneração integral de cada pedido quando múltiplas entregas são agrupadas em uma mesma rota. 

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Além disso, também pretendem denunciar práticas consideradas antissindicais, como incentivos financeiros oferecidos por algumas empresas para desencorajar a participação na paralisação.

Adesão no litoral de São Paulo

A greve está sendo organizada pelas redes sociais e já conta com a adesão de trabalhadores em 20 estados. 

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No litoral, as maiores concentrações de entregadores estão em Santos, Guarujá, Cubatão, São Vicente e Praia Grande

A organização regional espera mobilizar cerca de seis mil entregadores nos dois dias de paralisação.

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Dessa vez, a estratégia foi alterada. Em outras ocasiões, as paralisações ocorriam aos finais de semana para afetar financeiramente as empresas. 

No entanto, desta vez, o movimento foi transferido para segunda e terça-feira, visando atingir a imagem das plataformas. 

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A intenção é reduzir os impactos sobre trabalhadores que utilizam os aplicativos apenas nos finais de semana para complementar a renda.

Desafios da categoria

A falta de consciência de classe é apontada como um dos principais desafios para a mobilização dos entregadores. A maior parte dos trabalhadores evita envolvimento com sindicatos, o que dificulta a organização da categoria. 

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Apesar disso, líderes do movimento afirmam que a relação direta com os entregadores nas ruas tem facilitado o diálogo e ampliado a adesão ao protesto.

A paralisação dos entregadores por aplicativo na Baixada Santista reflete um movimento nacional em busca de melhores condições de trabalho. 

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Com a adesão prevista de milhares de profissionais, os próximos dias poderão testar a capacidade de organização da categoria e a resposta das plataformas de delivery.

Com informações do Jornal da Orla*