A melhor alternativa para Santos. Com um discurso confiante, a coligação formada pelo PDT e Rede se coloca como a melhor opção a gestão Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
“Não é só uma coligação política. É um projeto onde vemos muita sinergia. O PDT vem com uma tradição muito grande. Sempre teve políticas inovadoras. Tem postura política num momento em que o Brasil tem, às vezes, titubeado em que posição estar. O PDT sempre teve firmeza, clareza política. Isso vem muito de encontro com o que pensamos. Fazer uma aliança que seja em cima de programas, ideais e de trazer uma alternativa melhor para Santos”, diz Evaldo Stanislau, candidato a vice-prefeito.
A aliança vem sendo costurada há algum tempo, mas ambos partidos ouviram lideranças políticas da cidade antes de firmar o acordo.
“Eu conversei com várias tendências. O Evaldo me pediu para conversar com o DEM, o PPS, conversei com o PT, depois com o PCdoB da Carina. Conversei também com o pessoal da Administração. Recebi algumas propostas para não ser candidato, mas entendemos que é hora de mudança. Não é uma mudança só de cidade, mas nos rumos da política brasileira. Esse esquema de chequinhos e cargos já deu. Estamos há 20 anos nesse esquema”, comenta Paulo Schiff, candidato a prefeito.
O candidato a prefeito também destacou os pontos fortes da coligação entre PDT e Rede.
“Na convenção eu falei uma coisa que não tinha pensado. O PDT demonstrou firmeza na manutenção da candidatura. Não foi cooptado entre esses partidos que apoiam o prefeito. A Rede tem muito entusiasmo e essas são as armas que temos para essa eleição. A firmeza do PDT e o entusiasmo da Rede”.
Coligação ressalta região metropolitana
A coligação também abordou a questão metropolitana. Especialista na área da saúde, Evaldo Stanislau ressaltou a importância de se pensar na região como um organismo.
“Impossível, numa região metropolitana, você olhar só para sua cidade. As pessoas trabalham em Santos, moram em outros municípios e circulam. As pessoas carreiam doenças de um lugar para outro, como os casos de dengue e zika. Falando da saúde, propriamente dita, esta é uma prioridade da nossa proposta. Que sejamos efetivamente uma região de saúde, trazendo equilíbrio para assistência”.
Paulo Schiff lamentou que, em uma campanha eleitoral para prefeito, não se tenha um espaço maior para abordar as questões metropolitanas.
“Numa campanha eleitoral municipal não temos espaço para tocar nos temas metropolitanos, mas eles são fundamentais. Há 30 anos, no governo Montoro, fui diretor do escritório regional de planejamento. Desde essa época eu presto atenção na interligação da vida das cidades”.
Em uma análise, Schiff citou temas como o a coleta e destinação do lixo, a competição que as cidades realizam entre si em torno do turismo e a mobilidade urbana, com a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), mas com o Transporte Rápido por Ônibus (BRT) sendo relegado ao segundo plano. Também falou sobre a questão da saúde e lembrou das dificuldades financeiras que enfrentam São Vicente e Cubatão.
“Perdemos muito espaço por falta de consciência metropolitana para a resolução de muitas questões”.
