Ensino Remoto já registra quase 80% de acesso dos alunos da rede municipal de Guarujá

Ferramenta on-line, também impresso disponível para retirada, foi a alternativa encontrada pela Prefeitura para atender alunos da rede municipal em meio à pandemia do novo coronavírus

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06 JUL 2020Por Da Reportagem19h05
A iniciativa foi uma alternativa de ensino encontrada pela Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Sedel) devido à suspensão das aulas presenciaisFoto: Divulgação/PMG

Levantamento parcial realizado pela Prefeitura de Guarujá aponta que o Projeto de Ensino Remoto apresenta uma média geral de quase 80% nos acessos dos estudantes da rede municipal de ensino. Índice analisa um universo de quase 27 mil estudantes envolvidos, tanto no uso da plataforma on-line, como na retirada do conteúdo na unidade escolar.

Implementada em 27 de abril, a iniciativa foi uma alternativa de ensino encontrada pela Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Sedel) devido à suspensão das aulas presenciais desde 23 de março, por conta da pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus. As atividades estão disponíveis por meio do site https://www.guaruja.sp.gov.br/educacao-e-esporte/estudo-remoto/ ou com retirada de conteúdo impresso na escola referência, aos estudantes sem acesso à internet.

Partindo de um universo de cerca de 34 mil estudantes na rede municipal de ensino, a avaliação preliminar com 26.959 alunos inseridos no projeto – que compreendem os ensinos Infantil e Fundamental I e II – aponta que 21.295 estão com acesso ao projeto, seja por meio da ferramenta on-line ou através da retirada de conteúdo impresso na unidade, que representa 78,9%. Os demais 5.664 alunos estão sendo identificados na busca ativa.     

Para o secretário de Educação, Esporte e Lazer de Guarujá, João José de Oliveira Pecchiore, os dados preliminares são satisfatórios. "Claro que temos a avançar, mas é preciso ressaltar que o resultado parcial é melhor que o esperado. Graças ao empenho dos professores e a ajuda da família, fatores essenciais nesse processo de aprendizagem on-line, nada disso seria possível. A nossa meta, aliás, é nenhum aluno para trás".

Ao detalharmos o percentual de acessos nos três níveis de ensino, a melhor marca é identificada no Ensino Fundamental I (1° ao 5° ano), com 88% de adesão, ou seja, acesso de 12.895 alunos. Desses, 11.348 estão no projeto, e outros 1.547 (12%) na busca ativa.  

Na sequência vem o Ensino Infantil com índice de 73%, ou seja, 4.781 contam com acesso e outros 1.741 (26,7%) fazem parte da busca ativa. Por fim, o Ensino Fundamental II (6° ao 9° ano), apresenta uma taxa de 68,5%, com 5.166 alunos no acesso e, na busca ativa, outros 2.376 (31,5%) sendo identificados.

O que compõe a Busca Ativa

Ligações telefônicas (número de telefones dos responsáveis registrados na ficha de matrícula do aluno);

Criação de grupos de WhatsApp com os responsáveis para manter o vínculo, utilizando também para o resgate de participação do aluno;

Cartazes na porta da unidade de ensino e comércios nas proximidades da escola, chamando a atenção para a participação na execução dos roteiros de estudo;

Mensagens publicadas nas páginas de Facebook da escola e enviadas através do WhatsApp e Messenger;

Vídeos com a equipe gestora chamando a atenção dos pais e responsáveis quanto a importância da participação e devolutiva das atividades na escola e/ou por e-mail;

Alguns funcionários (inspetores de alunos) foram até o endereço de cada criança para conhecer melhor as dificuldades e auxiliar na efetiva participação;

As escolas que são polos de alimentação também chamaram a atenção para a participação dos roteiros de estudo;

Além da procura normal de informações no balcão da secretaria da escola, ocorreram momentos de entrega de cestas básicas, CPFs e a entrega de declaração de atualização de vacinas por parte dos responsáveis.

Estes momentos foram também utilizados para o contato com os pais com a finalidade da participação dos alunos;

Algumas escolas utilizaram também líderes de comunidade (pais de alunos) e ex alunos para levar recados às famílias que não se fizeram presentes na participação dos roteiros de estudo;

Cartas elaboradas pelas equipes gestoras e que foram entregues por pessoas conhecidas da escola e comunidade em geral para os alunos que não realizaram nenhuma atividade;

Utilização de caixas de som para chamar a atenção dos alunos.

Pecchiore explica que essa busca visa identificar o aluno que não participa do projeto de nenhuma forma. "As escolas vêm mantendo contato intenso com as famílias. Além disso, estamos colocando faixas nas comunidades e em breve teremos carro de som. O objetivo é trazer esses alunos para o Ensino Remoto, de modo que acessem ou retirem o conteúdo impresso. Também estamos fazendo o levantamento das regiões onde estão esses estudantes".

Ele exemplifica, ainda, que às vezes só a mãe ou pai possuem celular em casa e, ao sair para o trabalho, a criança não consegue realizar as atividades, o que dificulta a comunicação com a escola, também. "A gente se preocupa com esses alunos", finaliza.