Enfermeira luta para salvar filha das drogas

O drama de Maria na busca por ajuda a sua filha de 27 anos, mãe de três crianças e consumida por maconha e cocaína

“Cansei de pedir ajuda em todos os serviços públicos de Santos e entidades que lidam com o problema. Só me resta, agora, expor minha situação por intermédio da Imprensa. Quem sabe alguém me estende a mão”. O desabafo é de Maria da Silva (nome fictício), que há meses luta para tirar a filha de 27 anos da dependência química. A moça é mãe de três filhos pequenos (seis, quatro e dois anos). O primeiro possui deficiência. Ela é viciada em maconha e cocaína.

“Em casa, ela come e vomita. Chega a tomar mais de 10 banhos por dia. Está completamente desorientada. Recentemente, sangrou pela boca e pelo nariz. Vive se queixando de dores de cabeça horríveis. Grita o tempo todo pedindo que os filhos não presenciem sua situação. As próprias crianças pedem para serem trancadas no quarto”, relata Maria desesperada à Reportagem.    

A enfermeira está afastada do trabalho e passando uma situação difícil para cuidar dos meus netos, já que a filha não tem condições de ampará-los. “Ela já tentou o suicídio quatro vezes na ala de psiquiatria do hospital que eu trabalhava e também colocar fogo no apartamento que moramos, aqui no Gonzaga”, lamenta Maria, enfatizando que a filha quer, mas não consegue se livrar o vício, ficando até quatro dias nas ruas.

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Segundo a enfermeira, os agentes públicos e funcionários das entidades dificultam a internação em razão da quantidade de pessoas que sofrem pelo vício em Santos. “Eu pedi para que uma psiquiatra viesse na minha casa, pois não estou aguentando mais a situação, mas não consegui nada. Agora, minha filha está me ameaçando de morte. Ela foi encaminhada ao pronto-socorro logo após tocar fogo no apartamento. Deram um calmante a ela e mandaram voltar para casa. Uma das netas, de quatro anos, está com medo de ficar com a mãe”, conta.

Maria sonha em internar a filha no Centro de Tratamento Bezerra de Menezes, em São Bernardo do Campo (SP), que considera a única entidade capaz de livrar a filha de dependência química. “Eu conheço 10 pessoas que receberam tratamento psiquiátrico lá e, em 30 dias, ficaram totalmente livres das drogas. Por isso, sei que minha filha tem jeito, pode ser curada lá”, finaliza. Ajuda à enfermeira pode ser viabilizada ligando para a Redação pelo telefone (13) 3226-2051.