Cotidiano

Encontrou um pinguim ou lobo-marinho na areia? Saiba o que fazer e quem chamar no litoral de SP

Com a aproximação do outono, é comum encontrar mais animais marinhos na faixa de areia do sudeste brasileiro

Luna Almeida

Publicado em 08/03/2026 às 17:28

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Os motivos que levam animais marinhos a aparecer na faixa de areia variam de acordo com a espécie / Kaio Nunes/Instituto Biopesca

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Encontrar animais marinhos nas praias do litoral paulista não é algo raro, e a situação tende a se tornar ainda mais comum com a chegada do outono. Entre março e junho, diversas espécies migratórias passam pela costa brasileira, o que aumenta a chance de encalhes ou aparições nas faixas de areia da Baixada Santista.

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Em 2018, por exemplo, mais de 2,4 mil animais marinhos foram resgatados nas praias do litoral de São Paulo por instituições ligadas ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Muitos deles estavam debilitados ou já mortos.

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Diante de situações assim, é comum surgir a dúvida: o que fazer ao encontrar um animal marinho na praia?

Outono marca passagem de espécies migratórias

Durante o outono, as praias do Sul e Sudeste do Brasil se tornam pontos de parada para diversas espécies que deixam regiões mais frias do planeta em busca de águas mais quentes.

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Entre os animais que costumam aparecer nessa época estão:

  • Pinguins-de-Magalhães, que começam a surgir a partir de maio, muitas vezes jovens que se perderam durante a migração;
  • Baleias-jubarte, que iniciam o deslocamento rumo à costa brasileira para reprodução;
  • Baleias-de-Bryde, frequentemente observadas no litoral paulista entre maio e agosto;
  • Lobos e leões-marinhos, que chegam da Argentina e do Uruguai e utilizam praias para descanso;
  • Aves migratórias, como maçaricos e gaivotas, que buscam alimento na areia.

Além desses visitantes, espécies que já vivem na região também ficam mais visíveis, como tatuíras, vôngoles e caranguejos guaruçá, principalmente durante marés baixas. Em períodos de ressaca, também podem aparecer águas-vivas, estrelas-do-mar e pequenas raias.

Por que alguns animais encalham

Os motivos que levam animais marinhos a aparecer na faixa de areia variam de acordo com a espécie.

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Aves marinhas, por exemplo, podem encalhar após longos voos migratórios, quando enfrentam dificuldade para encontrar alimento ou são afetadas por tempestades.

Mamíferos marinhos, como baleias e lobos-marinhos, podem surgir nas praias durante períodos de descanso após longos deslocamentos. 

Já espécies como a toninha, um pequeno golfinho ameaçado de extinção, frequentemente aparecem mortas após ficarem presas em redes de pesca e não conseguirem voltar à superfície para respirar.

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Tartarugas marinhas também podem encalhar por diferentes motivos, incluindo doenças ou captura acidental durante atividades de pesca.

O que fazer ao encontrar um animal marinho

De acordo com o Instituto Biopesca, que atua no resgate e reabilitação de animais marinhos no litoral paulista, a orientação principal é não tocar no animal e manter distância.

A assistente de comunicação da instituição, Maria Carolina Ramos, explica que tentar ajudar por conta própria pode acabar piorando a situação. Segundo ela, qualquer intervenção feita por pessoas sem treinamento pode colocar em risco tanto o animal quanto quem está por perto.

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Além do estresse causado pelo contato humano, animais marinhos podem reagir de forma defensiva ou até transmitir doenças.

Quem acionar em caso de encalhe

Ao encontrar um animal marinho ferido ou debilitado, o ideal é acionar imediatamente as equipes especializadas.

No litoral de São Paulo, o atendimento pode ser solicitado pelo Instituto Biopesca, que atende pelo telefone 0800-642-3341 (horário comercial) ou pelo número (13) 99601-2570, que também recebe mensagens por WhatsApp.

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Monitoramento das praias

O resgate e acompanhamento desses animais fazem parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que mantém bases e centros de reabilitação ao longo do litoral.

Em São Paulo, quatro instituições participam do trabalho: Instituto Argonauta, Instituto Gremar, Instituto Biopesca e IPeC.

O programa é uma exigência do licenciamento ambiental federal das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. 

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Entre os objetivos estão monitorar possíveis impactos ambientais e garantir atendimento veterinário aos animais encontrados nas praias.

Com a movimentação de espécies típica do outono, especialistas reforçam que a atenção dos frequentadores das praias é fundamental para que esses animais recebam ajuda adequada quando necessário.

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