Os motivos que levam animais marinhos a aparecer na faixa de areia variam de acordo com a espécie / Kaio Nunes/Instituto Biopesca
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Encontrar animais marinhos nas praias do litoral paulista não é algo raro, e a situação tende a se tornar ainda mais comum com a chegada do outono. Entre março e junho, diversas espécies migratórias passam pela costa brasileira, o que aumenta a chance de encalhes ou aparições nas faixas de areia da Baixada Santista.
Em 2018, por exemplo, mais de 2,4 mil animais marinhos foram resgatados nas praias do litoral de São Paulo por instituições ligadas ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Muitos deles estavam debilitados ou já mortos.
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Diante de situações assim, é comum surgir a dúvida: o que fazer ao encontrar um animal marinho na praia?
Durante o outono, as praias do Sul e Sudeste do Brasil se tornam pontos de parada para diversas espécies que deixam regiões mais frias do planeta em busca de águas mais quentes.
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Entre os animais que costumam aparecer nessa época estão:
Além desses visitantes, espécies que já vivem na região também ficam mais visÃveis, como tatuÃras, vôngoles e caranguejos guaruçá, principalmente durante marés baixas. Em perÃodos de ressaca, também podem aparecer águas-vivas, estrelas-do-mar e pequenas raias.
Os motivos que levam animais marinhos a aparecer na faixa de areia variam de acordo com a espécie.
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Aves marinhas, por exemplo, podem encalhar após longos voos migratórios, quando enfrentam dificuldade para encontrar alimento ou são afetadas por tempestades.
MamÃferos marinhos, como baleias e lobos-marinhos, podem surgir nas praias durante perÃodos de descanso após longos deslocamentos.Â
Já espécies como a toninha, um pequeno golfinho ameaçado de extinção, frequentemente aparecem mortas após ficarem presas em redes de pesca e não conseguirem voltar à superfÃcie para respirar.
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Tartarugas marinhas também podem encalhar por diferentes motivos, incluindo doenças ou captura acidental durante atividades de pesca.
De acordo com o Instituto Biopesca, que atua no resgate e reabilitação de animais marinhos no litoral paulista, a orientação principal é não tocar no animal e manter distância.
A assistente de comunicação da instituição, Maria Carolina Ramos, explica que tentar ajudar por conta própria pode acabar piorando a situação. Segundo ela, qualquer intervenção feita por pessoas sem treinamento pode colocar em risco tanto o animal quanto quem está por perto.
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Além do estresse causado pelo contato humano, animais marinhos podem reagir de forma defensiva ou até transmitir doenças.
Ao encontrar um animal marinho ferido ou debilitado, o ideal é acionar imediatamente as equipes especializadas.
No litoral de São Paulo, o atendimento pode ser solicitado pelo Instituto Biopesca, que atende pelo telefone 0800-642-3341 (horário comercial) ou pelo número (13) 99601-2570, que também recebe mensagens por WhatsApp.
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O resgate e acompanhamento desses animais fazem parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que mantém bases e centros de reabilitação ao longo do litoral.
Em São Paulo, quatro instituições participam do trabalho: Instituto Argonauta, Instituto Gremar, Instituto Biopesca e IPeC.
O programa é uma exigência do licenciamento ambiental federal das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos.Â
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Entre os objetivos estão monitorar possÃveis impactos ambientais e garantir atendimento veterinário aos animais encontrados nas praias.
Com a movimentação de espécies tÃpica do outono, especialistas reforçam que a atenção dos frequentadores das praias é fundamental para que esses animais recebam ajuda adequada quando necessário.