EMTU tentará reverter paralisação das obras do VLT

Empresa responsável pela obra na Avenida Francisco Glicério, em Santos, tomou ciência da liminar da Justiça

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16 JAN 201410h17

Responsável pelas obras de implantação do sistema de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista, a EMTU/SP adotará as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão judicial que determinou a paralisação parcial dos trabalhos no trecho da Avenida Francisco Glicério, em Santos.

O Ministério Público obteve liminar que termina a paralisação dos trabalhos naquele trecho. Os promotores de Justiça Daury de Paula Júnior e Almachia Zwarg Acerbi haviam entrado, na última terça-feira, com a ação. Segundo eles, a obra naquele trecho teria sofrido uma alteração — da linha férrea para o canteiro central.

Em entrevista dada na semana passada à Rádio Estadão, Daury afirmou que “o traçado do VLT foi desviado para favorecer um único empresário local”. A Prefeitura nega que tenha ocorrido qualquer mudança, desde 1º de janeiro do ano passado.

A EMTU, empresa ligada ao Governo do Estado de São Paulo, enviou representantes ao Fórum de Santos na terça-feira para tomar ciência da decisão judicial que determinou a paralisação parcial dos trabalhos no trecho da Avenida  Francisco Glicério, em Santos.

Ministério Público alega mudança no projeto Francisco Glicério (Foto: Luiz Torres/DL)

Segundo a EMTU, a movimentação no trecho da Francisco Glicério ocorre apenas para a retirada de maquinário, trabalhadores e realização de serviços para a garantia da segurança dos pedestres e motoristas do entorno.

A empresa ressalta que os trabalhos na parte de São Vicente, no trecho que liga Barreiros até o Canal 1 (Avenida Pinheiro Machado), e no trecho a partir da Avenida  Conselheiros Nébias até o Porto  estão sendo executados normalmente.

Fabricados na Espanha

Estão sendo fabricados na Espanha os trens a serem usados no sistema. Os primeiros devem chegar ao Brasil em maio. Também foram assinados contratos para o fornecimento de sistemas de alimentação elétrica, de sinalização e controle, controle de arrecadação e passageiros, telecomunicações,  controle semafórico e controle centralizado do primeiro trecho; e para a execução das obras civis, contemplando obra bruta, edificações, estações de embarque/desembarque e transferência, acabamentos, sinalização viária e urbanização, etc.

O investimento no VLT da Baixada Santista chega a R$ 1 bilhão. Representantes do Governo do Estado divulgaram, na semana passada, que a cada dia de obra parado resultará prejuízo de R$ 3 milhões.