X

Cotidiano

Empresas terão desconto de 50% nas tarifas do Porto

A Codesp, inicialmente, tentou reajustar os valores cobrados em 54,5%, mas ateve que aceitar os 16,76%

Glauco Braga

Publicado em 07/07/2018 às 08:30

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

As tarifas cobradas abrangem a utilização da infraestrutura portuária, terrestre e serviços gerais / Rodrigo Montaldi/DL

As tarifas do Porto de Santos foram reajustadas em 16,76%, em 13 de junho passado. O percentual foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A Codesp tentou emplacar 54,4%, em um processo de negociação que durou mais de  um ano. Porem, o Diário do Litoral  apurou que, na última reunião do  Conselho de Administração (Consad) da estatal, que administra o cais santista, ficou acertado que o percentual será dividido pela metade (8,38%) e aplicado durante três meses (julho, agosto e setembro). A diretoria executiva da Codesp já aprovou a proposta.

As tarifas cobradas abrangem a utilização da infraestrutura portuária, terrestre e serviços gerais.

O reajuste de 16,76% será aplicado apenas nas tarifas compreendidas entre 13 e 28 de junho. De 29 de junho a 29 de julho, de 29 de julho a 29 de agosto e 29 de agosto a 29 de setembro, o percentual aplicado será de 8,38%. A partir de 30 de setembro, retorna o reajuste integral (16,76%).

A Reportagem do Diário do Litoral entrou em contato com a assessoria de imprensa da Codesp para pedir um posicionamento da empresa sobre o tema.  A estatal não negou e limitou-se a dizer que : “ informamos que o Consad fez uma proposta para parcelamento do aumento das tarifas no Porto de Santos, que está em análise da diretoria executiva da Codesp”.

A queda de braço entre Codesp e os empresários do Porto foi intensa. Enquanto o presidente da estatal José Alex Oliva sonhava com 54,4%, os empresários sonhavam com algo perto de 5%. Oliva reiterou que existe um desequilíbrio entre despesas tarifárias e receitas e que isso compromete as atividades no Porto.

A Codesp justificou seu pedido junto à Antaq alegando a necessidade de investimentos nas infraestruturas terrestre, administrativa e aquaviária, gerenciamento ambiental, sistema de monitoramento, Tecnologia de Informação, desempenho operacional e manter o equilíbrio econômico-financeiro.

Guarujá e Codesp discutem as demandas da cidade

O prefeito de Guarujá, Válter Suman, apresentou à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) uma série de demandas que estão pendentes e afetam várias áreas do município. Suman propôs  a criação de um grupo de trabalho para traçar metas de curto, médio e longo prazo a fim de resolver essas questões, o que foi aceito pelo presidente da Codesp, José Alex Oliva.

Os pontos dicutidos foram:

Segurança portuária
Acidentes que impactaram a região, além de seus reflexos e ações preventivas. No dia 6 de maio, por exemplo, um navio de 333 metros colidiu lateralmente com as balsas FB-18, FB-19 e FB-28. Já em novembro do ano passado, um navio graneleiro com aproximadamente 190 metros quase invadiu a histórica Fortaleza da Barra.

Diante disso, a Prefeitura propõe a criação de um perímetro de segurança, que vai da Fortaleza da Barra ao Armazém 37. Nesse trecho haveria diminuição da velocidade; seria evitado o fluxo simultâneo e criado um espaçamento de ao menos 10 minutos entre a entrada e saída de embarcações, a fim de não comprometer a travessia de veículos.

Pátio
Foi discutida a construção de um estacionamento público para carretas na área da Codesp, e foram sugeridas duas áreas: uma da própria Codesp no Sítio Conceiçãozinha; e outra da União, às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Avenida Perimetral
Outro assunto em destaque foi a construção da segunda fase da Av. Perimetral, solução aguardada para segregar de vez o trânsito portuário do trânsito urbano em Vicente de Carvalho, separando caminhões e outros veículos pesados dos automóveis.

Favela-Porto-Cidade
A Prefeitura também colocou em pauta a quitação de seis parcelas (em torno de R$ 2,5 milhões) referente ao projeto Favela-Porto-Cidade, bem como a solução de pendências acordadas em reunião realizada em outubro do ano passado – e que não avançaram desde então.

Urbanização
Outro projeto apresentado é a urbanização de uma área da União onde estão as linhas de transmissão, em Vicente de Carvalho. A intenção é que o local seja revitalizado pela companhia.

Apoie o Diário do Litoral
A sua ajuda é fundamental para nós do Diário do Litoral. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós do Diário do Litoral temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para o Diário do Litoral continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Emergenciais

Estado diz que investiu R$ 2,2 milhões em obras no Escolástica Rosa

O conjunto arquitetônico formado por salas de aula, orfanato, capela e oficinas profissionalizantes foi inaugurado em 1908

RUÍNAS

Restauração do Escolástica Rosa começa no 'fim do mês', diz Nupec

Patrimônio histórico tombado foi inaugurado em 1908 à beira-mar e formou gerações de santistas, mas está abandonado, tomado pelo mato e em ruínas

©2024 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software

Newsletter