Empate da Seleção Brasileira não desanima festas em família

Parentes e amigos de Santos e Cubatão se reúnem para torcer pelo Brasil. Apesar do empate, o que vale mesmo é a festa

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17 JUN 201419h06

Mesa farta. Cerveja na geladeira. Churrasco na brasa. TV sintonizada. Todos devidamente uniformizados. Para a família Fernandes, do Jardim Casqueiro, em Cubatão, dia de jogo é dia de festa. Todos se unem com um só propósito: torcer pelo Brasil.

E a torcida começou forte assim que o hino nacional começou lá na Arena Castelão, em Fortaleza. Todos sincronizados e emocionados assim como o Camisa 10 da seleção, Neymar. Todos estavam prontos para gritar, palpitar, xingar e tudo mais que cabe para uma torcida.

Em outro ponto da Região, no bairro Pompeia, em Santos, a família Fonseca também se preparou para receber parentes e amigos para assistir o segundo jogo da seleção na Copa do Mundo. E a expectativa era grande. "Espero que o Neymar faça pelo menos uns dois gols e o Daniel Alves, se Deus quiser, seja substituído pelo Maicon", torcia Cesar Mandella. E toda a esperança era depositada na estrela do time: "O Brasil depende do Neymar e ele precisa jogar. Precisa decidir. Tenho confiança de que ele fará a diferença", afirmou Pedro Enézio.

Família Fernandes já combina a próxima festa, na segunda-feira, no Jardim Casqueiro (Foto: Luana Fernandes/DL)

A primeira chance real de gol veio aos 10 minutos do primeiro tempo e só que se pode ouvir no quintal da Dona Meire Nogueira, anfitriã da festa, era o famoso “U”. O quase gol aumentou a expectativa, mas nada passou do quase na tarde de ontem. O goleiro do México, Guillermo Ochoa, fez grandes defesas e impediu a maioria das grandes finalizações. O “U” foi gritado, pelo menos, umas quatro vezes durante a partida pelos torcedores do Brasil.

Na casa de Cubatão, na hora do intervalo, a confiança era no técnico Luiz Felipe Scolari. “Agora ele vai dar uma bronca nestes jogadores e eles voltaram com novo ânimo. No segundo tempo sai gol”, acreditava Juliana Fernandes. Mas não houve confiança que bastasse, em mais 45 minutos as chances de gol paravam nas mãos do goleiro mexicano.

Quanto mais perto chegava o fim da partida, mais reclamações surgiam. “Tira o Paulinho daí, Felipão”, gritava Luiz Carlos dos Santos, rezando para que, por telepatia, o técnico brasileiro atendesse seu pedido.

Família Fonseca reuniu amigos e parentes em casa, no bairro Pompeia (Foto: Diário do Litoral)

Mas não era só em Cubatão que os torcedores reclamavam de Felipão. No fim do jogo, a conclusão dos torcedores da Pompeia era parecida: "Ele (Felipão) tem que mexer no time. Os jogadores que entraram (no decorrer da partida) melhoraram a Seleção Brasileira", completa Pedro Enézio.

O empate não desanimou os torcedores em ambas das casas. Todos estão confiantes para o próximo jogo contra Camarões. E as festas já estão marcadas: próxima segunda, dia 23, às 17 horas, as famílias Fernandes e Fonseca estarão na torcida novamente.