Cotidiano

Greve deixa seis cidades do Litoral de SP sem coleta de lixo; entenda os motivos

Categoria iniciou paralisação nesta segunda-feira (16) e ameaçam interromper limpeza urbana em seis cidades da Baixada Santista

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 16/03/2026 às 10:31

Atualizado em 16/03/2026 às 11:04

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Paralisação deve atingir seis cidades do Litoral de SP / Divulgação

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Cerca de 3 mil trabalhadores ligados às empresas Terracom, Terra Santos Ambiental e PG Eco Ambiental entraram em greve e podem comprometer os serviços de coleta de lixo e limpeza urbana em seis cidades da Baixada Santista.

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A paralisação ocorre após divergências em relação aos valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente a 2025. Os trabalhadores alegam que os valores depositados nas contas ficaram muito abaixo do esperado, o que gerou forte indignação na categoria.

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A greve pode afetar os serviços em Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente, cidades atendidas pelas empresas do Grupo Diniz.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Santos e Região (Siemaco Baixada Santista), André Domingues, conhecido como Fuzil, os trabalhadores questionam a discrepância entre os resultados da empresa e os valores repassados aos funcionários.

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“O PPR veio com valor abaixo do esperado e a empresa não explica o porquê. Os companheiros estão revoltados e com razão. Eles trabalham dia e noite, sob chuva e sol. A empresa teve lucros exuberantes e tem condições de bancar eventos em várias cidades, mas não paga um PPR justo”, afirmou o dirigente sindical.

De acordo com o sindicato, também há questionamentos sobre a falta de transparência nos critérios utilizados para o cálculo das metas e dos pagamentos.

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Indignação entre trabalhadores

Nas redes sociais das empresas, trabalhadores e internautas relataram valores considerados irrisórios pagos como participação nos resultados.

Em um dos comentários, um usuário afirmou que alguns funcionários teriam recebido quantias simbólicas. “Vocês deveriam ter vergonha de pagar R$ 0,50 de PPR para um trabalhador. Isso não é reconhecimento, é desrespeito”, escreveu.

Outro trabalhador relatou ter recebido R$ 35,60, valor que, segundo ele, não seria suficiente sequer para custear uma refeição para a família.

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Também surgiram críticas sobre possível tratamento desigual dentro da empresa. Comentários apontam que, enquanto trabalhadores operacionais receberam valores considerados baixos, chefias teriam participado de sorteios de viagens em cruzeiros.

O que diz a empresa

Procurado, o grupo empresarial informou que tomou conhecimento de forma informal sobre a mobilização e que ainda não havia recebido comunicação oficial do sindicato.

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Em nota, a empresa afirmou que realizou o pagamento do PPR conforme previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente.

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