Em encontro sobre conflito sírio, Kerry condena ataques em Paris

A proliferação de práticas terroristas no território sírio se tornou o ponto focal do encontro

Em cúpula sobre o conflito sírio em Viena, na Áustria, o secretário de Estado norte-americano John Kerry condenou ataques em fala no início do encontro, que conta com a participação de altos representantes de países como Irã e Arábia Saudita, que têm visões distintas das do Ocidente sobre como endereçar a questão do conflito sírio, que já dura mais de quatro anos.

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“Esse tipo de ataque é o ato mais vil, horrendo, ultrajante e inaceitável do mundo”, disse Kerry, na companhia de outros ministros de Estado em um hotel em na capital austríaca. “Uma coisa que podemos dizer para essas pessoas é que o que eles fazem é fortalecer nossa determinação de lutar, de responsabilizar as pessoas e de defender o Estado de Direito”.

“E, se eles fizeram alguma coisa, foi encorajar-nos a trabalhar ainda mais para que tenhamos progresso e possamos resolver as crises que estamos enfrentando”, afirmou o representante norte-americano.

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A proliferação de práticas terroristas no território sírio se tornou o ponto focal do encontro, com participantes ligando o atentado aos problemas no Oriente Médio e às oportunidades que surgem para grupos terroristas com o vácuo de poder.

Algumas das principais divergências entre os países participantes são sobre a transição do regime de Bashar al-Assad e se ele deve ter algum papel de destaque ao longo da mudança, além da classificação dos grupos que lutam ao lado do ditador como terroristas ou não.

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Todas essas questões passaram para segundo plano com os acontecimentos desta sexta-feira (13), em que ataques coordenados mataram mais de 120 pessoas em Paris, na França.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, também condenou os ataques no início do encontro, afirmando que não “há justificativa para atos terroristas, nem para não fazermos muito mais para derrotar o Estado Islâmico, a Frente Al-Nusra e similares”.

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Antes do encontro, o chanceler da França, Laurent Fabius, afirmou que o ataque em Paris tornou ainda mais necessário que a comunidade internacional encontre um denominador comum para abordar a questão síria.

Os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, Jordânia e Arábia Saudita endossaram as declarações de Fabius.

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O chanceler jordaniano, Nasser Judeh, afirmou que os ataques a Paris “reafirmam nosso compromisso coletivo” de lutar contra o terror e o extremismo em qualquer parte do mundo.

Mais de 250 mil pessoas morreram em razão do conflito na Síria e 11 milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas. O conflito fez com que militantes do Estado Islâmico (EI) conseguissem conquistar partes significativas dos territórios sírio e iraquiano para seu califado.

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A Europa e os países vizinhos, enquanto isso, tentam lidar com a maior crise de migração desde a Segunda Guerra Mundial.