X

Cotidiano

Em 14 anos avança 105% número de lares chefiados por mulheres

A pesquisa questionou que era a pessoa de referência do lar - aquela citada pelos membros da casa como quem paga as contas e toma as decisões familiares importantes.

Andressa Aricieri

Publicado em 14/10/2018 às 12:09

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

O machismo, apesar de ainda recorrente, perde forças com as ações que elas propõem, com visão de mudar o mundo. / Rodrigo Montaldi/DL/Agência Brasil

Uma pesquisa encomendada pela revista Época com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostra que o número de mulheres chefes do lar no Brasil mais que dobrou em 14 anos. De 14,1 milhões lares chefiados por elas em 2001, a estatística mostra 28,9 milhões em 2015.

O avanço é de 105%. 

Os dados indicam um avanço nas relações de gênero, mas inúmeros desafios, tais como a divisão mais igualitária nos afazeres domésticos ainda precisam ser superados.

A pesquisa questionou que era a pessoa de referência do lar - aquela citada pelos membros da casa como quem paga as contas e toma as decisões familiares importantes. 

O comum eram as mulheres responsáveis pela casa quando moravam sozinhas e sem filhos. Entretanto, este fato vem mudando ao longo dos anos e hoje elas podem assumir a responsabilidade até mesmo quando há um cônjuge ou criança. Maíra Dias de Souza, 38, tem um filho de 14 anos que já trabalha, mas ela comanda a casa sozinha. “Sempre tive minha independência financeira desde antes de ser mãe.

Tive uma educação feminista. Minha mãe sempre geriu nosso lar por ela mesma”, comenta. 
A socióloga Renata Daniel afirma que toda mudança social corresponde a eventos ocorridos em esferas culturais, políticas e econômicas. Ela conta que o empoderamento feminino dos dias atuais se deve a processos históricos, avanços no cenário político, além da liberdade sexual e intelectual.

 “Ser chefe de família hoje não corresponde apenas à necessidade econômica de suprir a falta masculina no orçamento, mas é também por escolha e autossuficiência delas”, explica a socióloga. 

Mas será que as mulheres vão continuar a crescer nesse cenário? Maíra e Renata acreditam que sim e, por causa de tudo o que todas já enfrentaram na vida, a ideia é que o crescimento e a visibilidade não parem.

O empoderamento feminino e a sororidade (movimento que as mulheres se unem baseando-se no companheirismo e a empatia) é onde muitas conseguem encontrar forças para mudar o patriarcado.

O machismo, apesar de ainda recorrente, perde forças com as ações que elas propõem, com visão de mudar o mundo. 

“Autossuficiência, liberdade e a construção cultural do protagonismo feminino é o que faz com que as mulheres, hoje, ocupem lugares que antes eram impossíveis”, explica Renata. 

“O futuro é feminino. A força da mulher é cheia de sensibilidade e de amor ao próximo. Por isso, ela é capaz de grandes mudanças que a sociedade precisa”, finaliza Maíra.

Apoie o Diário do Litoral
A sua ajuda é fundamental para nós do Diário do Litoral. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós do Diário do Litoral temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para o Diário do Litoral continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Negou

Ex-prefeito Bili garante que não houve dolo e que vai recorrer de decisão

O juiz Leonardo de Mello Gonçalves, da Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), condenou o ex-prefeito Luis Cláudio Bili Lins da Silva por improbidade administrativa e dano ao erário

Itanhaém

Vamos ajudar? Banco de leite materno de Itanhaém precisa de doações

O alimento pode ser compartilhado para ajudar a salvar a vida de diversos bebês na UTI Neonatal

©2024 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software

Newsletter