Cotidiano
Levantamento do Bank of America revela que jovens criticados por "fugirem do trabalho" vão receber US$ 84 trilhões das gerações anteriores e se tornar a maior potência econômica global até 2035
Enquanto 146% do salário mÃnimo mal cobre o básico, 38% dos jovens se preparam para protagonizar a maior transferência de riqueza já registrada. / Reprodução/Imagem por IA
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Eles são criticados por não se encaixarem no mercado de trabalho, por recusarem empregos que consideram inadequados e por priorizarem qualidade de vida acima de salários altos. Mas, enquanto isso, a Geração Z está sentada sobre uma bomba-relógio financeira que vai explodir a seu favor.
Um estudo inédito do Bank of America, uma das maiores instituições financeiras do mundo, traça um cenário surpreendente para os jovens de hoje: eles serão a geração mais rica que já existiu. E o melhor (ou pior, dependendo da perspectiva) é que isso vai acontecer muito em breve.
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Atualmente, a realidade dos jovens parece um labirinto sem saÃda. Para sobreviver, um integrante da Geração Z precisa desembolsar 146% do salário mÃnimo.
Comprar uma casa? Sonho distante. Pagar aluguel sem apertos? Missão quase impossÃvel. Diante desse cenário, muitos recorrem aos chamados "pequenos luxos", viagens, roupas de marca e experiências, como válvula de escape para uma vida onde poupar parece inútil.
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Por trás dessa aparência de dificuldade, no entanto, os números contam outra história. Nos últimos dois anos, a Geração Z global acumulou US$ 9 trilhões (cerca de R$ 46,4 trilhões). Um montante respeitável, mas que não passa de um aperitivo perto do que está por vir.
As projeções do Bank of America impressionam:
Mas de onde virá tanto dinheiro? A resposta está num fenômeno batizado de Great Wealth Transfer, a Grande Transferência de Riqueza.
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Entre agora e 2045, impressionantes US$ 84 trilhões (R$ 433,5 trilhões) vão migrar das mãos de Baby Boomers e gerações anteriores para os bolsos de Millennials e Geração Z. Será a maior transferência intergeracional de patrimônio já registrada.
Nem todo mundo vai receber a mesma bolada, claro. A Geração X e os Millennials ficarão com a parte do leão. Mas 38% da Geração Z também estará no rol de herdeiros, e isso é mais do que suficiente para turbinar uma geração inteira.
Os especialistas do Bank of America já cunharam um termo para o que está por vir: a Geração Z será "uma das gerações mais disruptivas para as economias, os mercados e os sistemas sociais".
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A lógica por trás dessa previsão é simples. Acostumados a viver com pouco e a gastar com pequenos prazeres, esses jovens nunca precisaram administrar grandes fortunas. Quando a herança bater à porta, o comportamento de consumo pode mudar radicalmente, e com ele, toda a dinâmica da economia global.
O retrato final da Geração Z é feito de extremos. De um lado, a geração que mais enfrenta dificuldades para se estabelecer financeiramente. Do outro, a geração que herdará a maior fortuna da história.
O paradoxo promete redefinir não apenas o conceito de juventude, mas o próprio funcionamento dos mercados e da sociedade nas próximas décadas. Enquanto isso não acontece, eles seguem driblando a crise atual, com viagens, compras online e a certeza (mesmo que inconsciente) de que o melhor ainda está por vir.
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