Efeito Virginia? Grande Rio cai para 8º lugar e registra pior desempenho em seis anos

Grande Rio cai para 8º lugar no Carnaval 2026, em meio a polêmicas nas redes sobre a rainha de bateria

Parte das discussões nas redes sociais girou em torno da escolha da influenciadora Virginia Fonseca como rainha de bateria.

Parte das discussões nas redes sociais girou em torno da escolha da influenciadora Virginia Fonseca como rainha de bateria. | Reprodução

Em 2019, a Acadêmicos do Grande Rio surpreendeu ao conquistar o 9º lugar no Carnaval do Rio de Janeiro. A partir dali, a escola iniciou uma trajetória de recuperação e crescimento que a colocou novamente entre as protagonistas do Carnaval do Rio de Janeiro.

No entanto, com a apuração realizada nesta quarta-feira (18), o Carnaval 2026 marcou uma quebra nessa sequência positiva: a tricolor de Duque de Caxias terminou na 8ª colocação, o pior resultado dos últimos seis anos.

Ascensão

Depois do 9º lugar em 2019, a Grande Rio viveu uma fase de ascensão. Em 2020, foi vice-campeã. Em 2021, não houve desfile oficial por conta da pandemia. Já em 2022, a escola conquistou seu primeiro título no Grupo Especial, entrando para a história.

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Nos anos seguintes, manteve-se entre as primeiras colocadas. Em 2025, voltou a brilhar e ficou com o vice-campeonato. Por isso, o 8º lugar em 2026 chama atenção: em apenas um ano, a escola caiu seis posições na classificação final.

O enredo “a nação do mangue”

Para o Carnaval 2026, a Grande Rio apresentou o enredo “A Nação do Mangue”, uma homenagem ao movimento Manguebeat, à cultura pernambucana e à obra de Chico Science.

Penúltima a desfilar na terça-feira (17), na Marquês de Sapucaí, a agremiação levou para a avenida referências à resistência cultural nordestina, ao maracatu e aos manguezais como símbolo de força e renovação.

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O samba-enredo, assinado por Ailson Picanço e equipe, apostou na fusão de ritmos e na valorização da identidade popular, seguindo a essência do Manguebeat.

Polêmicas nas redes sociais

Apesar da proposta cultural forte, a escola enfrentou críticas ainda durante o período de ensaios. Parte das discussões nas redes sociais girou em torno da escolha da influenciadora Virginia Fonseca como rainha de bateria.

Internautas questionaram a ligação da influenciadora com o universo do samba e com a própria comunidade da escola. Comentários apontavam que a escolha teria priorizado visibilidade e alcance digital em detrimento da tradição carnavalesca.

Por outro lado, defensores argumentaram que o Carnaval também dialoga com novas linguagens e públicos, e que a presença de uma personalidade com grande engajamento poderia ampliar o alcance da escola nacionalmente..