DRT debaterá segurança com terminais em cais santista

Somente neste ano, cinco portuários foram mortos durante suas funções

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27 FEV 201321h26

A Subdelegacia Regional do Trabalho (DRT) vai convocar terminais portuários e entidades sindicais para debater mudanças nos procedimentos de segurança das operações de carga e descarga no cais santista. O objetivo do encontro será melhorar as condições de trabalho no complexo e encontrar mecanismos para interromper o crescimento do índice de vítimas fatais. Somente neste ano, cinco portuários foram mortos durante suas funções.

O anúncio da reunião foi feito pelo coordenador da fiscalização do trabalho portuário da DRT, João Rocha, após a morte do estivador Rubens da Silva Ruas, de 56 anos, na madrugada da última sexta-feira. O debate está previsto para ocorrer no próximo dia 11.

Ruas morreu a bordo do navio Aplanta, atracado no Terminal Marítimo de Guarujá (Termag), na Margem Esquerda. As autoridades suspeitam que a vítima tenha sofrido um mal súbito, causado pela inalação do gás liberado pelo enxofre, movimentado no porão onde o portuário estava.

O Sindicato dos Estivadores criticou as condições de trabalho, em especial a falta de manutenção da cabine da pá-carregadeira onde Rubens Ruas estava, que não teria impedido a entrada do gás. Também foi destacada a demora no atendimento da vítima, cerca de 45 minutos. O terminal negou que tais problemas tenham ocorrido.

De acordo com coordenador da fiscalização do trabalho portuário da DRT, será feita ??uma mesa redonda para debater o motivo dos acidentes. Chegamos a cinco mortes no porto desde janeiro. Se contarmos o acidente de 27 de dezembro do ano passado são seis vítimas fatais. Precisamos sentar e discutir abertamente como mudar essa história?.

Rocha disse que já há algumas mudanças em debates, mas que só serão divulgadas após o debate com os sindicatos e os operadores.

No encontro, serão chamadas apenas as operadoras ADM, Caramuru, Termares, Terminal de Granéis do Guarujá (TGG) e Terminal Marítimo de Guarujá (Termag), em razão das cinco mortes terem sido registradas em suas áreas. A Copersucar também será convocada ? o acidente de 27 de dezembro último ocorreu em suas instalações.

A respeito das investigações sobre o caso do estivador Rubens da Silva Ruas, Rocha afirmou que as conclusões devem ser conhecidas entre 30 e 60 dias, prazo normalmente adotado para as investigações.