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Drone vai ajudar a identificar criadouros do mosquito da dengue em Santos

O início da operação será nesta sexta (14), às 9h, na vistoria das instalações e entorno da Passarela do Samba Dráuzio da Cruz

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13 FEV 2020Por Da Reportagem20h00
O drone é um veículo aéreo não tripulado que será controlado a distância pelos técnicos treinadosFoto: Divulgação/PMS

A partir desta semana, a Prefeitura vai usar em definitivo um drone para identificar possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela urbana em áreas de difícil acesso e imóveis abandonados/fechados. Com essa ferramenta, será possível adotar as medidas para evitar a proliferação do Aedes aegypti nestas áreas.

O início da operação será nesta sexta (14), às 9h, na vistoria das instalações e entorno da Passarela do Samba Dráuzio da Cruz, encerrando as atividades da Semana Estadual de Combate ao Aedes aegypti. O plano de voo foi autorizado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Ministério da Defesa.

"A Cidade está sempre em busca das novas tecnologias para enfrentar este desafio da saúde pública brasileira. Já contamos com amplo sistema de armadilhas de captura que faz o monitoramento dos pontos com maior incidência do mosquito e avançaremos ainda mais com a aquisição e uso deste drone", destaca o secretário municipal de Saúde, Fábio Ferraz.

A tecnologia já foi utilizada em outras oportunidades por meio de parcerias sem custos para a Secretaria de Saúde (https://youtu.be/i867VaAeF38) e agora será incorporada permanentemente à fiscalização após a compra do equipamento. O investimento municipal foi de R$ 12.266,00.

O drone é um veículo aéreo não tripulado que será controlado a distância pelos técnicos treinados do Departamento de Vigilância em Saúde (Devig). O equipamento conta com câmera de alta resolução que emite em tempo real as imagens para monitor, ajudando a localizar objetos sem serventia (pneus, latas garrafas etc.) com acúmulo de água ou empoçamentos e outras situações de risco nas áreas públicas e imóveis.

A partir daí, poderão ser feitas vistorias presenciais pelos agentes de combate a endemias e a adoção de medidas como notificação, multa e ingresso forçado, quando há recusa ou impossibilidade de entrada, seguindo as regras da legislação municipal. A vistoria aos imóveis é permanente na Cidade e ocorre durante todo o ano, nas rotinas das equipes próprias de cada localidade e mutirões, com o suporte das armadilhas de captura dos mosquitos e sistema georreferenciado que indica os pontos de maior incidência do Aedes.

Casos e denúncia

Em 2019 (janeiro a dezembro), foram confirmados 148 casos de dengue, 11 de chikungunya e 1 de zika vírus entre moradores de Santos. No ano anterior, foram 38 casos de dengue, 10 de chikungunya e 1 de zika vírus. Em 2020, foram confirmados sete casos de dengue – nenhum de chikungunya nem de zika.

As denúncias sobre imóveis com criadouros podem ser feitas pelos canais da Ouvidoria: telefone 162 ou pessoalmente no Paço Municipal (Praça Visconde de Mauá, s/nº – térreo) – de segunda a sexta, das 8h às 18h – ou pela internet (www.santos.sp.gov.br/ouvidoria).