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Doria anuncia 'recalibragem' para facilitar retomada de atividades em SP

Governo vai subir de 60% para 75% a taxa de ocupação dos leitos de UTI para que seja permitida que uma região mude de fase

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27 JUL 2020Por Bruno Hoffmann - GSP14h40
Movimentação em Sorocaba, no interior de São PauloFoto: Germano Schonfelder/Futura Press/Folhapress

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou em entrevista coletiva nesta segunda-feira que o Plano São Paulo vai sofrer uma “recalibragem”, com a intenção de tornar mais fácil e segura a progressão de regiões da fase amarela para a verde do plano de retomada econômica e social no Estado.

"Hoje anunciamos ajustes de alguns parâmetros já existentes na quarentena do Plano São Paulo. O objetivo é aprimorar o plano, para torná-lo mais eficiente e adequado à realidade que vivemos neste momento da pandemia", informou Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

O governo paulista vai subir de 60% para 75% a taxa de ocupação dos leitos de UTI dedicados ao novo coronavírus para que seja permitida que uma região mude de fase. Outras mudanças serão reveladas na terça-feira.

“A gente reduz de 40% para 25% [de leitos livres], mas a gente garante que vai haver pelo menos 2.275 leitos sempre disponíveis e livres, porque mudou nosso cenário com a ampliação por leitos por habitantes”, informou Patrícia Ellen, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico.

Para o coordenador-executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo, as alterações garantem que as transições sejam feitas de forma segura, diminuindo o risco de uma fase que tenha sido promovida a uma fase mais branda tenha que retornar para uma mais restrita.

“Quando ocorrer uma transição do amarelo para o verde, teremos uma segurança um pouco maior que não retornaremos do verde para o amarelo logo a seguir”, explicou.

Na coletiva, o prefeito Bruno Covas (PSDB) informou que a Capital teve uma queda de 27% de mortes pela Covid-19 na semana de 19 a 25 de julho, em comparação à semana de 12 e 18 de julho. No Estado, porém, houve um crescimento de 16% na média de óbitos no mesmo período.