Dona de casa de prostituição no Canal 6 vai para a cadeia após flagrante

A mulher, de 41 anos, foi autuada pelos crimes de casa de prostituição e rufianismo (exploração sexual); reportagem do Diário do Litoral motivou investigação que resultou no flagrante

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28 JUN 2017Por Carlos Ratton20h58
Reportagem do Diário do Litoral noticiou no último dia 18 a exploração sexual no localReportagem do Diário do Litoral noticiou no último dia 18 a exploração sexual no localFoto: Diário do Litoral

Numa ação realizada na tarde desta quarta-feira (28), policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos fecharam uma casa de prostituição que estava em funcionamento na Avenida Coronel Joaquim Montenegro (Canal 6), 478, no Estuário. A proprietária, de 41 anos, foi presa e recolhida à cadeia. O flagrante foi realizado 10 dias após o Diário do Litoral noticiar, de forma exclusiva, que as casas de prostituição se espalharam por bairros residenciais de Santos e o modo de funcionamento da casa no Canal 6, com transtornos causados à vizinhança, relatados por um munícipe.  

A proprietária do local e outras oito mulheres que estavam na casa foram conduzidas à DIG de Santos na tarde desta quarta. Titular da DIG, o delegado Luiz Ricardo Lara Dias Júnior afirmou ao Diário do Litoral que nenhuma denúncia havia sido recebida pela delegacia antes de a reportagem ser publicada. O flagrante foi sob as naturezas de dois crimes: casa de prostituição e rufianismo (exploração sexual).

No andar de cima da casa, os investigadores, sob o comando de Paulo Carvalhal, vistoriaram diversos quartos usados para os programas. Duas mulheres estavam nos quartos e uma no térreo estava andando com roupas íntimas. Também foi encontrado um caderno de anotações, uma máquina de cartão e diversos preservativos.

Os agentes apuraram junto ao grupo de mulheres que programas sexuais eram realizados mediante pagamentos efetuados pelos clientes diretamente à responsável pelo estabelecimento, que retinha até 50% valores. A exploração vinha ocorrendo há pelo menos um ano, durante seis dias por semana. A responsável pelo local foi autuada na DIG pelo delegado Leonardo Amorim Nunes Rivau e depois foi recolhida à cadeia anexa ao 2º Distrito de São Vicente (Cidade Náutica). Ela deverá passar por uma audiência de custódia nesta quinta-feira.

Outros locais

O Estuário não é o único bairro da Cidade onde há exploração da prostituição no município. A Reportagem apurou que, além da área central, prostíbulos fazem parte da rotina do Marapé e, Encruzilhada, por exemplo. Há informações de prostíbulos na Rua Joaquim Távora, na Rua Benedito Ernesto Guimarães e na Rua Saturnino de Brito, esse último a poucos metros da Igreja São Judas Tadeu. Também existe um próximo à Gota de Leite, na Encruzilhada.

A maioria não apresenta qualquer referência da atividade em sua fachada, funcionando em sobrados grandes, com vários cômodos. Para entrar, basta apertar uma campainha. Outras possuem segurança na porta.

No último dia 16, dois dias antes da reportagem ser, a equipe do Diário visitou o prostíbulo fechado ontem pela Polícia, quando descobriu a existência de até 10 mulheres. Segundo disse a proprietária na ocasião, a Casa não aceitava menores.  

Os quartos ficam na parte superior do imóvel. O preço cobrado por programa é R$ 120,00 por meia hora e R$ 200,00 por uma hora. “Funciona em qualquer horário até às quatro horas da manhã, de segunda a sábado. Tem dias que temos oito, nove e até 10 garotas”, informava a proprietária.