Dois prédios desabam na zona sul de São Paulo

Além dos prédios que desabaram, quatro estão interditados desde a noite desta quarta-feira (9), em Campo Limpo.

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10 JAN 201311h50

Dois prédios comerciais desabaram e quatro estão interditados desde a noite desta quarta-feira (9) no bairro Jardim Macedônia, região do Campo Limpo, zona sul da capital paulista. De acordo com a Defesa Civil, as construções foram feitas em cima de um córrego canalizado, cujo volume aumentou com a chuva, ocasionando o abalo da estrutura dos imóveis. Técnicos e engenheiros da prefeitura estão no local para fazer uma nova vistoria, que vai definir a destinação dos prédios. Não houve feridos.

O coordenador da Defesa Civil da subprefeitura do Campo Limpo, David Monteiro, explica que imóveis foram interditados na tarde de ontem, após vistoria do órgão, e o desabamento ocorreu por volta das 21h. “Fomos comunicados pelos proprietários. Após a vistoria, as pessoas foram todas retiradas. A demolição vai ser definida pelos engenheiros da prefeitura”, informou. Ele explicou ainda que técnicos da companhia de energia estão no local para fazer a remoção adequada do poste, em frente aos prédios, que foi derrubado pelos escombros do desabamento.

A defesa civil interditou os imóveis próximos após o desabamento. (Foto: Marcos Bezerra/ Futura Press)

No local, funcionavam um comércio de frutas e verduras e uma loja de roupas. Valdir Pinheiro, 47anos, era o proprietário do estabelecimento, que funcionava há 20 anos no local. “Nunca fomos interditados, mas eu sabia que era irregular, porque passava um córrego aqui. Todo mundo compra e vende só com o dinheiro mesmo, não tem papel”, relatou. Valdir percebeu tremores no prédio na manhã de ontem e resolveu abrir um buraco para verificar o que havia debaixo da estrutura. “Entramos em um buraco de 3 a 4 metros e vimos um cano fluvial quebrado com muita água”, explicou.

Ao lado das construções que desabaram, quatro imóveis foram interditados. Segundo Monteiro, nesses prédios funcionam bares e autopeças no térreo, mas há pessoas morando na parte superior. “Foram cadastradas 15 pessoas. Elas foram atendidas pela assistência social, mas foram abrigadas por vizinhos”, informou o coordenador da Defesa Civil. Ele destacou que para os moradores deve ser oferecido auxílio-aluguel.

As ruas Agostinho de Paiva e Póvoa do Varzim, ondem ficam os imóveis, estão bloqueadas desde ontem. Técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fazem o desvio dos ônibus que faziam esse trajeto.