Distribuição de comida para moradores de rua será centralizada

“Tem dia aqui que são distribuídas cinco refeições. Eles sabem até o cardápio do dia”

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02 MAR 201321h49

O Departamento da Administração da Região Central Histórica (DEAR-RCH/SGO), representantes das secretarias de Assistência Social (Seas) e de Planejamento (Seplan) e entidades beneficentes como Prato de Sopa e Anjo da Guarda, se reuniram ontem à noite no Mercado Municipal para discutir a organização e a centralização da distribuição da comida à população em situação de rua.

Segundo o chefe do DEAR-RCH/SGO, Rogério Mathias Conde, o objetivo dessa medida é centralizar o atendimento aos moradores de rua para melhorar o aspecto no entorno do Mercado Municipal. “Esse é o primeiro passo no processo de melhoria do entorno do Mercado e na revitalização dessa região”.

Conde disse que hoje o atendimento é disperso, cada entidade trabalha independente, o que em vez de ajudar acaba trazendo problemas como o aumento da população de rua e a acomodação de muitos que ficam na dependência das refeições doadas durante todo o dia. “Tem dia aqui que são distribuídas cinco refeições. Eles sabem até o cardápio do dia”, afirmou. 

No próximo dia 25, as entidades, representantes da Seas e do Departamento de Administração da Região Central Histórica se reunirão no salão paroquial da Igreja de Santo Antonio do Valongo, na Rua Marquês de Herval, às 18h30, para definir de que forma será feita a distribuição da comida aos moradores de rua. O atendimento deverá ser feito no salão paroquial, como sugeriu ontem Gisela Ione dos Santos, da Secretaria de Assistência Social (Seas).

Revitalização

Ainda na reunião de ontem, o chefe de departamento da Seplan, Nei Caldatto Barbosa, apresentou um projeto inicial para a revitalização do Mercado Municipal que prevê a exploração do local para centros de conveniência, lazer e gastronomia. Outra proposta do projeto é transferir a plataforma de embarque da estação das catraias para o Mercado, atraindo as pessoas para dentro do local. Todos os dias, cerca de seis mil pessoas que utilizam as catraias passam pela região do Mercado, de acordo com Conde.

O projeto que vislumbra transformar o Mercado Municipal num complexo turístico, ainda não tem orçamento definido, segundo Caldatto, mas ele já adiantou que a Prefeitura pretende captar recursos junto ao Governo do Estado e à iniciativa privada para o empreendimento.