Dirigentes africanos pedem mobilização "mais ampla" no Mali

Soldados franceses e malinenses combatem grupos islâmicos armados no país.

Comentar
Compartilhar
19 JAN 201313h45

Os dirigentes da África Ocidental apelaram hoje (19) para uma mobilização internacional "mais ampla" nas operações militares no Mali, onde soldados franceses e malinenses combatem grupos islâmicos armados, à espera do destacamento de uma força militar africana.

“A hora chegou para um compromisso mais amplo das grandes potências e do maior número de Estados e organizações nas operações militares, para que uma maior solidariedade rodeie a França e a África na guerra total contra o terrorismo no Mali”, declarou o chefe de Estado da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, presidente em exercício da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao).

Ele falou hoje na abertura da reunião de cúpula, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, para acelerar o destacamento da força militar regional para o Mali. O presidente interino do Mali, Dioncounda Traoré, também participou.

O presidente do Chade, Idrisse Deby – cujo país não faz parte da Cedeao, mas que prometeu enviar 2 mil soldados – e o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, também participam do encontro. Os participantes deverão decidir “acelerar” o destacamento da Missão Internacional de Apoio ao Mali (Misma), que recebeu mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) para ajudar o Mali a retomar o controle do norte do país, que estava ocupado há mais de nove meses por grupos armados islâmicos.

A operação francesa, que começou há oito dias, não tem o objetivo de substituir a Misma, que deve ser deslocada o mais rapidamente possível, segundo o chanceler francês.

Cerca de 2.000 membros da Misma devem ser destacados para o Mali de hoje até o dia 26 de janeiro. Uma centena de soldados do Togo e da Nigéria já chegaram à capital do Mali, Bamako.