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Cotidiano

Dirigente do Conseg é investigada pela polícia

A dirigente, supostamente, usou o órgão para venda de imóveis irregulares e sublocar apartamentos da CDHU

A situação é conhecida da maioria dos moradores da Zona Noroeste e, na audiência sobre segurança na região, ocorrida na última quarta-feira (18), na Câmara, foi mencionada de forma superficial / Anderson Bianchi/PMS

A falta de segurança da Zona Noroeste ganha um novo capítulo. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar uma dirigente do 5º Conselho de Segurança (Conseg), responsável pela região, por supostamente usar o órgão para venda de imóveis irregulares e sublocar apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), além de se apropriar de quantias em dinheiro de diversas pessoas para incluí-las em lista de espera. A Reportagem tem o nome da dirigente, mas resolveu não divulgá-lo porque ela ainda está apenas sendo investigada.  

Os Consegs são formados por pessoas do mesmo bairro ou município que se reúnem para discutir e analisar, planejar e acompanhar a solução de seus problemas comunitários de segurança, desenvolver campanhas educativas e estreitar laços de entendimento e cooperação entre as várias lideranças locais. Cada Conselho é uma entidade de apoio à Polícial nas relações comunitárias, e se vinculam, por adesão, às diretrizes emanadas da Secretaria de Segurança Pública, por intermédio do Coordenador Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança.

O caso, que também foi denunciado no Ministério Público (MP) e na Coordenaria Estadual, já vinha sendo investigado pelo Diário, que recebeu cópia de troca de e-mails dos denunciantes. A situação é conhecida da maioria dos moradores da Zona Noroeste e, na audiência sobre segurança na região, ocorrida na última quarta-feira (18), na Câmara, foi mencionada de forma superficial.  

No 5º Distrito Policial, o caso vem sendo conduzido pelo delegado Flávio Máximo. O antigo responsável pela 4ª Companhia de Polícia Militar, capitão Gustavo Henrique Marques Biagio também está ciente da situação. Na audiência, o subcomandante do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), major Renato Fincatti, foi procurado e não ficou à vontade de falar sobre o caso. “Já está mais ou menos encaminhado. O Conseg ficou adormecido e agora estamos no processo que visa juntar as pessoas sob uma nova direção. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil”, ­resumiu.   

Afastamento

A dirigente pediu, de livre e espontânea vontade, afastamento por 30 dias do cargo ao presidente estadual do órgão, Evaldo Roberto Coratto para, segundo ofício assinado por ela, permitir melhor desempenho e liberdade na apuração dos fatos, não causando constrangimento aos diretores e membros efetivos. Um deles, que pediu sigilo de identidade, deu mais detalhes sobre a situação.

Conforme revela, ela estava há 12 anos no cargo. Meses atrás, foi recebida a informação que o 5º Conseg estava sendo usado de forma imprópria. Os demais dirigentes entraram em contato com o denunciante que ratificou a denúncia e disse que estaria informando tudo aos órgãos competentes. “Ele apresentou até recibos dos valores pagos por moradores e disse que tinha gravações. Nós começamos apurar e cobrar uma solução dos órgãos ligados ao Conseg. Ela pediu licença e depois foi afastada definitivamente pela Coordenadoria Estadual”, revela. O Diário conseguiu cópia de alguns recibos, inclusive bancários, de depósitos.                 

O 5º Conseg está há meses desativado e, segundo o membro efetivo, voltará às atividades a partir do próximo dia 26, quando novos dirigentes serão efetivados pelas mãos do vice-presidente do órgão. “Todas as delações foram relacionadas à pessoa dela e não contra os demais membros do 5º Conseg”, concluiu.
Ontem, o Diário tentou localizar a dirigente, mas ela não retornou aos contatos. O delegado Flávio Máximo foi contatado e informou que quem está à frente da investigação é o delegado-assistente João Octávio Ribeiro de Mello, que disse, por ­intermédio de uma assistente, que o caso foi encaminhado à Polícia Federal.

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