Diário do Litoral celebra 18 anos levando notícia e serviço à população da região

Compromisso de levar a verdade às bancas possibilitou avanços nas áreas sociais e na defesa do meio ambiente. Jornal também denunciou escândalos que marcaram a história política da Baixada

O Diário do Litoral, chegando ao Litoral Sul paulista todos os dias, acredita e põe fé na imprensa como a grande força para gerar liberdade, polêmica, mudanças e compromissos com a comunidade de cada uma das cidades que integram a região. ‘Sermos bem informados para sermos livres’, já dizia o pensador norte-americano Thomas McCartney Jr., um dos precurssores da imprensa nos Estados Unidos”.

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Iniciando desta forma o editorial de boas-vindas, a primeira edição do Diário do Litoral chegava às bancas da Baixada Santista há exatos 18 anos. O jornal, com oito páginas e em formato standart, trazia na capa notícias de cidades da Baixada Santista, reforçando seu viés regional e de apoio a quem mora de Bertioga – cidade limite com o litoral norte – até Peruíbe – que faz fronteira com o Vale do Ribeira.

Muita coisa mudou desde aquele dia 12 de novembro de 1998, a começar pela sede do Diário, que passou de uma sala de 33 m² até chegar a um dos prédios históricos de 1200 m² do Centro de Santos, que foi adaptado para abrigar também a segunda gráfica rotativa da Baixada Santista. O formato passou a ser germânico, facilitando a leitura e manuseio. A equipe foi ampliada e o DL também se enveredou pelos caminhos do jornalismo televisivo, executando por dois anos a versão regional do Band Cidade e, mais recentemente, desenvolvendo a TV DL. O que não sofreu alteração foi o compromisso do Diário do Litoral de levar diariamente a verdade para as bancas, colocando o leitor em primeiro lugar. Sempre.

Na visão do diretor- presidente, Sérgio Souza, a indústria jornalística passou por mudanças significativas nesses 18 anos e o Diário precisou se adequar. “A principal mudança foi a forma como o conteúdo é transmitido. Hoje a informação chega de forma imediata, o que é uma vantagem e também um desafio, pois precisamos colocar nas bancas um veículo atual e atraente para o leitor”, destaca.

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Para ele, o principal mérito do Diário do Litoral foi conseguir chegar à ‘maioridade’ como um veículo de comunicação respeitado e sem manchas em sua trajetória. “Sou suspeito a falar, mas nesses 18 anos o DL imprimiu grandes manchetes. Quem nos acompanha percebe a seriedade e a ética que norteia a redação do jornal. É uma redação jovem e atuante, que prima pela busca e defesa da verdade. Estamos na ativa para reforçar a importância da independência da imprensa. Alguns podem não gostar da abordagem do DL, de não deixar com que assuntos relevantes sejam calados ou caiam no esquecimento, mas é notório que todos respeitam a seriedade do jornal”, enfatiza. 

Resistindo em formato impresso diante da evolução da tecnologia e diante de uma crise que assola todos os setores da economia, o jornal se reinventa a cada necessidade. E a busca por estar cada vez mais atuante e presente na vida do leitor é a principal pauta defendida na redação. 

De acordo com a editora-chefe, Tatyane Casemiro, as mudanças seguem as tendências mais modernas da comunicação. “Temos, por exemplo, canais diretos com o leitor; matérias de fácil linguagem capazes de atingir a todo o tipo de público; formato leve e vídeos que levam a informação também de forma visual a quem busca o DL através das redes sociais. As mudanças corajosas sempre permearam a história do jornal. E claro, o DL não vai parar. Prometemos para o próximo ano ainda mais novidades”, finaliza.

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As alterações têm como objetivo levar informação de qualidade para os leitores. Afinal, como também está eternizado em nosso primeiro editorial, “temos humildade, realismo, ambição e respeito, componentes necessários a quem quer fazer jornalismo sério, sem vestir nenhuma camisa ideológica ou política ou muito menos rezar pelas gastas cartilhas de sempre. Nosso objetivo é bem informar. Aceitamos críticas e sugestões, pois não temos no nosso espírito de luta a ideia de sermos donos da verdade. A verdade quem faz é o leitor”.

Clique e confira a galeria com as capas histórias do DL: 

A verdade nas bancas da Baixada Santista

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Ao longo desses 18 anos foram muitas as ocasiões em que o Diário do Litoral esteve presente direta e indiretamente na vida dos moradores da Baixada Santista.

Em setembro de 2006, o Diário do Litoral foi o primeiro veículo a ter acesso às gravações do esquema de pagamento de propina na Câmara de Guarujá, que ficou conhecido como ‘Mensalinho’. O escândalo envolvendo o Legislativo e o Executivo estampou a capa do Diário do Litoral do dia 7 de setembro de 2006. O julgamento dos 12 indiciados criminalmente teve início dez anos depois, no último dia 24 de outubro.

Alinhado com os interesses do leitor, o Diário estampou na capa do dia 7 de abril de 2008 a informação de que a Ecovias tinha um dos pedágios mais caros do mundo. O levantamento apontou que em relação com cidades europeias e americanas, andava-se menos e pagava-se mais no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). O valor tem impacto direto no bolso de quem sobe e desce a serra todos os dias.

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Também em 2008, o esporte do Diário levantou, com exclusividade, a polêmica sobre a falta de transparência na transferência dos jogadores Diego e Robinho.
Sempre ao lado da população na defesa das causas populares, o Diário deu voz a quem vive à margem e também reportou com ética e seriedade os mais diversos problemas sociais da região. 

Também atuante nas questões ambientais, o Diário do Litoral denunciou, em agosto de 2011, a implantação irregular de rede de esgoto na areia da praia de Itanhaém, área sob responsabilidade da União. A obra era feita pela Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), que implantou na Baixada Santista, por intermédio do Governo de São Paulo, o projeto “Onda Limpa”, com investimento na ordem de R$ 1,5 bilhão e com o objetivo de coletar e tratar o esgoto das cidades da região. A obra na areia, que foi interditada, fazia parte desse projeto.

Em 2012, a série de reportagens publicadas no Diário do Litoral denunciando as restrições às praias de Guarujá, na região conhecida como Rabo do Dragão, foi selecionada para a final do 57° Prêmio Esso de Jornalismo, o principal da categoria em todo o País. A série contou com 11 matérias e culminou com o fim da segregação imposta no município.

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Em outubro de 2015, a série especial de reportagens ‘Índios do Litoral’ retratou os desafios e a rotina das comunidades indígenas existentes na Baixada Santista.

Reportagem publicada no Diário do Litoral em maio deste ano abriu caminho para a implantação do velório nos serviços de enterro social destinado a pessoas de baixa renda da Baixada Santista. A alteração da lei 712/2011, contemplando o serviço, foi aprovada em primeira discussão no último dia 20 de outubro.