‘Devemos superar a população de Santos em seis anos’

Para conquistar esse feito em seis anos, conforme projeta o prefeito Alberto Mourão, é preciso metodologia de governo e a continuidade de investimento

Praia Grande comemorou 52 anos com fôlego: considerada a cidade que mais cresce na região, o município reúne todas as características necessárias para se transformar, em um curto espaço de tempo, na mais populosa cidade da Baixada Santista.

Para conquistar esse feito em seis anos, conforme projeta o prefeito Alberto Mourão, é preciso metodologia de governo e a continuidade de investimento. Cumprindo seu quinto mandato no comando da prefeitura, ele acredita que será possível alcançar esses e outros feitos.

Confira a entrevista.

Diário do Litoral – Como o senhor enxerga o momento atual de Praia Grande e a perspectiva de crescimento da cidade?

Alberto Mourão – Em seis anos a cidade terá 420 mil habitantes, e tudo levar a crer que será maior que Santos em termos de população. Espero que Praia Grande continue realizando o que vem sendo realizado. Isso é possível se não errar a mão e manter uma política de austeridade orçamentária, continuar os investimentos, tanto em obras como em serviços. É fundamental metodologia de governo. A ­população vai continuar crescendo, não dá para fechar a porta. 

Diário do Litoral – A cidade é vista com bons olhos pelo mercado imobiliário. Como o senhor enxerga a instalação desses novos empreendimentos e o ­fortalecimento do ­comércio nos bairros?

Alberto Mourão – O crescimento do comércio nos bairros é louvável. No Samambaia fizeram dois novos mercados, que geraram aproximadamente 400 novos empregos. Isso é resultado da interferência urbanística que é feita nos bairros. Os grandes empreendimentos que estão em fase de licenciamento são importantes para gerar empregos de ordem continuada e provocam indiretamente outros postos de trabalho. O Andaraguá, se tudo der certo e a autorização sair ainda neste ano, irá gerar dois mil empregos durante a construção e depois irá gerar até 15 mil. Eu diria que em um espaço de seis anos, entre os shoppings e o Andaraguá, serão 20 mil novos empregos, uma oferta razoável. Temos que perseverar e minha parte vou fazer: tirar do papel o Andaraguá até o fim desse ano ou início do ano que vem e deixar por conta do empresário os procedimentos que ele deve fazer. O Mercado Econômico também precisa melhorar, pois tudo depende dos rumos que a economia nacional irá tomar. Temos também a perspectiva de quatro mil empregos na área da saúde, com a instalação de dois hospitais privados: um pronto para inaugurar em maio e outro que deverá ficar pronto no final de 2020 para 2021.

Diário do Litoral – Pensando em região metropolitana, muita coisa chegando, não podemos deixar de falar em mobilidade urbana, certo?

Alberto Mourão –
Nessa questão precisamos falar do transporte coletivo regional de forma sistêmica. Tem que ser interligado. Estender o VLT até o Terminal Tude Bastos em Praia Grande e levar de lá por BRT para o Litoral Sul, como também acho que o VLT do Valongo deve ir por BRT até Cubatão. Essa é uma das prioridades da minha reinvindicação política para o Governo do Estado. Temos que pensar em mobilidade, pois os serviços são regionalizados. O paciente de trauma e neuro hoje tem que vir para Praia Grande. Mas o meu paciente de coração vai para Santa Casa de Santos, por exemplo.

Diário do Litoral – Quais são as outras reinvindicações para o Estado?

Alberto Mourão –
Vamos seguir o ritmo normal institucional e buscar a equidade regional. O que espero que a gente consiga é ampliar os atendimentos de especialidade no AME Regional. Ao invés de 3 mil procedimentos mês, que a gente eleve para ao menos 12 mil. A capacidade é 18, mas 12 já será muito bom. Aumentar número de leitos na cidade e na região para reduzir a fila de espera das cirurgias eletivas também é uma prioridade, além do aumento do efetivo da Polícia Militar.

Diário do Litoral – Essa última pauta é uma reinvindicação antiga da ­cidade…

Alberto Mourão –
Na questão da segurança, além do reforço que estamos tendo com novas câmeras ao longo da praia e do software de reconhecimento facial que está em teste, incorporaremos mais 80 homens na guarda municipal em março. Parece pouco, mas é essencial. Hoje a polícia militar tem 340 homens na cidade e estamos colocando mais 80 só nossos. Tenho solicitado ao Estado o aumento do efetivo, mas ele se acomoda. Parece que quanto mais a gente faz, menos ele faz.

Diário do Litoral – E qual o cronograma de entregas na Saúde?

Alberto Mourão –
Esta programada para este ano a ampliação do Hospital Irmã Dulce. Serão mais de 60 leitos, o que resultará em mais de quatro mil internações ao ano. Dessa forma poderemos ampliar a maternidade e instalar a política de parto humanizado. Teremos também mais um CEMAS e um novo prédio para o Centro de Oftalmológica. Estamos contratando serviços externos, credenciado inclusive uma carreta de exames e consultas para zerar a fila de procedimentos em seis meses. Serão mais de 47 mil consultas e exames.

Diário do Litoral – E nas demais pastas fundamentais, como a área social e a educação?

Alberto Mourão –
Na área social, entregaremos dois abrigos solidários, um no Quietude e outro no Boqueirão. Um lugar para dormir e um Centro POP para um trabalho de triagem. Entregaremos também dois novos CRAS, um no Quietude e um na Vila Mirim, além do último abrigo de um total de quatro com cara de casa para crianças vitimizadas ou abandonadas pelas famílias. Entregaremos também uma Casa Residência Inclusiva, para pessoas especiais que por ventura ficaram sozinhas com a morte dos pais.
Na educação, todas as escolas já possuem tecnologia digital. Agora compramos mesas interativas de informática, que serão instaladas em fevereiro e março. Aumentaremos também mais 2.129 vagas de creches no município para o ano que vem. As obras começam agora. 

Diário do Litoral – Quais avanços estão previstos para a área do meio ambiente?

Alberto Mourão –
  Inauguramos três ecopontos em pontos descentralizados: Anhanguera, Vila Sônia e Melvi. Além disso, a meta é aumentar a coleta seletiva, investindo tanto na pasta de meio ambiente como na área social. Estamos aumentando mais seis caminhões na coleta seletiva, dobrando a capacidade e deixando o sistema quase igual ao da coleta normal. Queremos intensificar a reciclagem como resposta à questão ­ambiental. Isso impacta também no social: hoje temos duas cooperativas atuando na cidade, com aproximadamente 50 ­pessoas trabalhando em cada uma delas. Reciclamos algo mais que 5%. Se conseguirmos ampliar esse número, podemos ter mais uma cooperativa e gerar mais ­renda.

Diário do Litoral – E como deverá operar o Centro de Iniciação ao Esporte?

Alberto Mourão –
O equipamento, que foi instalado no Bairro Ribeirópolis, será um dos polos do Programa SuperEscola, que disponibiliza gratuitamente atividades esportivas e culturais para crianças de 7 a 14 anos com a supervisão de profissionais capacitados.
O Centro é um espaço múltiplo uso com o objetivo de identificar talentos, formar atletas e cidadãos. Serão praticadas modalidades olímpicas e paraolímpicas, além de futsal. A Prefeitura busca investir no social e oferecer opções de lazer para as crianças. A Cidade realiza uma política de inclusão com responsabilidade e o CIE cumpre mais uma importante etapa do SuperEscola, que segue se desenvolvendo.