Destino queridinho do inverno passa a cobrar taxa de turistas a partir de julho; entenda a mudança

Conhecido pelo clima frio, paisagens serranas e gastronomia, local mineiro receberá milhares de visitantes durante a alta temporada de inverno

Localizado no sul de Minas Gerais, o distrito atrai milhares de turistas todos os anos em busca de lareiras, fondue, vinhos, trilhas e paisagens cercadas pela natureza. Divulgação

Com temperaturas baixas, ruas charmosas e clima que lembra cidades europeias, Monte Verde se consolidou nos últimos anos como um dos destinos de inverno mais procurados do Brasil.

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Localizado no sul de Minas Gerais, o distrito atrai milhares de turistas todos os anos em busca de lareiras, fondue, vinhos, trilhas e paisagens cercadas pela natureza.

Agora, quem pretende visitar o destino durante a alta temporada encontrará uma novidade. A partir de 1º de julho, entra em vigor a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), que será cobrada de veículos com placas de outras cidades que acessarem o distrito.

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Um dos destinos mais procurados do inverno brasileiro

Situado no município de Camanducaia, Monte Verde se tornou referência quando o assunto é turismo de inverno. Durante os meses mais frios do ano, o movimento aumenta significativamente, impulsionado pelo clima ameno, pela gastronomia típica da serra e pelas opções de hospedagem românticas.

O destino é especialmente procurado por casais, famílias e turistas que desejam aproveitar temperaturas mais baixas sem sair do país.

Como funcionará a nova taxa

A cobrança será realizada por veículo e por dia de permanência no distrito por meio de um sistema de leitura automática de placas.

Os valores definidos são de R$ 4,60 para motocicletas, R$ 9,20 para carros de passeio e R$ 13,80 para caminhonetes e veículos utilitários.

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Moradores de cidades vizinhas, proprietários de imóveis na região e trabalhadores locais poderão solicitar isenção mediante cadastro. Veículos licenciados em Camanducaia, Extrema, Itapeva e Cambuí terão isenção automática.

Objetivo é preservar a natureza

Segundo a prefeitura, a arrecadação será destinada ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Parte dos recursos será utilizada para ampliar a coleta e a gestão de resíduos sólidos, enquanto o restante será aplicado na manutenção de áreas verdes, parques, praças e limpeza urbana.

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A administração municipal argumenta que o crescimento do turismo tem aumentado a pressão sobre a infraestrutura local e sobre os recursos naturais da região.

Tendência cresce em destinos turísticos

Monte Verde não está sozinho. Diversos destinos brasileiros já adotam modelos semelhantes de cobrança para financiar ações ambientais e melhorias urbanas.

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Locais como Fernando de Noronha, Jericoacoara, Bombinhas, Angra dos Reis e Porto Seguro possuem taxas voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável do turismo.