Desemprego em São Paulo cresce para 5,7% em janeiro, diz o IBGE

O resultado também foi pior do que o verificado em janeiro do ano passado, quando a taxa foi bem mais baixa, 5,0%

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26 FEV 201514h59

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) saltou de 4,4% em dezembro para 5,7% em janeiro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado também foi pior do que o verificado em janeiro do ano passado, quando a taxa foi bem mais baixa, 5,0%.

"Há uma redução na população ocupada e por outro lado um crescimento na procura por trabalho", apontou Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Houve corte de 154 mil vagas na região em janeiro ante janeiro do ano passado, queda de 1,6% no total de ocupados. Em relação a dezembro, 167 mil trabalhadores foram dispensados, recuo de 1,7% na ocupação.

Já a fila de desemprego aumentou 13,4% ante janeiro de 2014, 69 mil pessoas a mais em busca de trabalho. Em relação a dezembro, a desocupação cresceu 31,6%, 140 mil indivíduos a mais atrás de uma vaga.

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo saltou de 4,4% em dezembro para 5,7% em janeiro (Foto: Divulgação)

A RMSP representa 41% da população ocupada no total da pesquisa. "Como São Paulo tem um peso importante na nossa amostra, esse crescimento na taxa (de desemprego) tem reflexo sim para o total nacional", acrescentou.

Em janeiro, a indústria foi o setor que mais cortou vagas em relação ao mesmo mês do ano anterior: 216 mil postos eliminados, a mesma perda registrada no total nacional. "A gente sabe que em São Paulo tem havido dispensa de trabalhadores na indústria", lembrou Adriana.

Na comparação com dezembro, a indústria paulista dispensou 47 mil trabalhadores, mas foi destaque também o corte de 90 mil vagas na atividade de educação, saúde e administração pública.

"Tem um movimento mais expressivo em educação, saúde e administração pública, mas é um dado agora de janeiro que a gente ainda está analisando. Pode ser específico para esse mês e para essa região, que a gente não sabe o que vai acontecer", ponderou a técnica do IBGE.