Cotidiano

Descoberta do milênio: Arqueólogos acham centenas de moedas de ouro enterradas em campo agrícola

Especialistas investigam se o metal era local ou fruto de rotas comerciais com a Grécia Antiga

Luna Almeida

Publicado em 27/01/2026 às 22:20

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O estado de conservação das peças é considerado notável / Imagem ilustrativa gerada por IA

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Uma descoberta arqueológica de proporções históricas está surpreendendo especialistas pelo mundo. Um grupo de arqueólogos europeus confirmou o achado de uma vasta coleção de objetos de ouro em uma área rural próxima à cidade de Pilsen, na República Tcheca. 

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Oculto sob o solo de um campo agrícola, o tesouro foi revelado após anos de buscas sistemáticas e monitoramento arqueológico.

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Segundo o Museu e Galeria da Boêmia Ocidental em Pilsen, os artefatos, que incluem moedas e pequenos lingotes, fornecem dados preciosos sobre a presença celta na Europa Central.

O estado de conservação das peças é considerado notável, o que permitirá estudos aprofundados sobre a economia e a cultura das comunidades que habitaram a região há séculos.

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Como o 'tesouro de Pilsen' foi localizado?

A descoberta não foi fruto do acaso. Tudo começou anos atrás, quando um entusiasta da detectoria de metais encontrou um pequeno fragmento de ouro que acendeu o alerta dos especialistas. Tratava-se de uma moeda datada do século II a.C.

A partir dessa pista, arqueólogos profissionais iniciaram escavações controladas na área, respeitando os ciclos de colheita da fazenda. Conforme as escavações avançavam, uma coleção complexa de metais emergiu. 

Junto ao ouro, foram encontrados ossos de animais e ferramentas, reforçando a teoria de que o local funcionava como um centro cerimonial ou um ponto de trocas comerciais sazonais.

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Detalhes do achado: Arte e influência grega

O diretor da instituição, Pavel Kodera, destacou a riqueza dos detalhes nas peças. O tesouro é composto por:

Mais de 500 moedas: Peças de ouro e prata decoradas com iconografia celta.

Joias e lingotes: Fragmentos de pulseiras, brincos e barras de ouro bruto.

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Iconografia rica: Imagens de cavalos, javalis e símbolos solares, típicos da mitologia celta.

Influência Helenística: Algumas peças apresentam retratos e motivos de origem grega, indicando um forte intercâmbio cultural.

As moedas são pequenas, variando de 7 milímetros a 1,5 centímetro, mas são descritas como verdadeiras obras de arte que refletem a mentalidade e a filosofia do povo celta.

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Próximos passos: A origem do ouro

Agora, o Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da República Tcheca realizará análises isotópicas no material. O objetivo é descobrir se o ouro foi extraído de minas locais ou se chegou à região por meio de redes comerciais de longa distância.

Saber a procedência do metal ajudará a entender o grau de conexão entre os celtas e outros povos europeus, oferecendo uma visão única sobre a organização econômica de um período crucial da história do continente.

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