Diferentemente do fogão a gás ou dos modelos elétricos tradicionais, o sistema de indução funciona por meio de um campo eletromagnético, que aquece diretamente o fundo da panela / ImageFX
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O tradicional botijão de gás, presença histórica em grande parte das cozinhas brasileiras, começa a perder espaço para uma alternativa elétrica que dispensa chama e promete mais segurança: o fogão por indução.
A tecnologia tem avançado principalmente em imóveis novos, cozinhas planejadas e projetos residenciais modernos, onde o equipamento costuma ser instalado no formato de cooktop embutido na bancada.
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Paralelamente, cresce também a oferta de modelos portáteis, usados tanto como complemento ao fogão convencional quanto como substituição definitiva.
O movimento acompanha mudanças no comportamento do consumidor, que passou a buscar soluções associadas à praticidade, redução de riscos e uso mais racional de energia.
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Diferentemente do fogão a gás ou dos modelos elétricos tradicionais, o sistema de indução funciona por meio de um campo eletromagnético, que aquece diretamente o fundo da panela. Não há combustão nem resistência elétrica aquecendo o ar ao redor. A energia é concentrada no recipiente, reduzindo a dissipação de calor no ambiente.
Na prática, a superfície de vidro permanece relativamente fria durante o uso, aquecendo apenas por contato com a panela já quente. Essa característica altera a dinâmica da cozinha e influencia aspectos de segurança, eficiência e manutenção.
A ausência de chama visível e de liberação de gases elimina riscos associados a vazamentos de GLP, explosões e intoxicações, segundo fabricantes e especialistas em segurança residencial. Ainda assim, o uso do equipamento não dispensa cuidados: panelas aquecidas, líquidos em ebulição e superfícies quentes continuam exigindo atenção, especialmente em casas com crianças.
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Outro diferencial apontado é a resposta rápida ao controle de potência. Como o calor é gerado diretamente na panela, os ajustes são quase imediatos, o que impacta o tempo de preparo e oferece maior precisão durante o cozimento.
A relação entre fogão por indução e economia doméstica não é uniforme. O consumo final depende do tempo de uso, da potência do equipamento e dos hábitos culinários da família. Além disso, a tarifa de energia elétrica e o sistema de bandeiras tarifárias influenciam diretamente o valor da conta.
Em períodos de bandeiras mais elevadas, qualquer aumento no consumo tende a pesar mais no orçamento. Por isso, especialistas ressaltam que comparações diretas entre gasto com gás e gasto com energia elétrica exigem análise individualizada.
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Do ponto de vista técnico, a indução apresenta alto aproveitamento energético, já que o calor não se perde para o ambiente. Esse fator ajuda a explicar o interesse crescente pela tecnologia, embora o resultado financeiro varie conforme a realidade local.
A adoção do fogão por indução envolve um requisito técnico que pode elevar o custo inicial: o uso de panelas com fundo ferromagnético. Ferro fundido e alguns modelos de aço inox são compatíveis, enquanto utensílios de alumínio, vidro ou cerâmica, em geral, não funcionam.
Segundo lojistas, muitos consumidores só percebem essa limitação após a compra. Quando a panela não é reconhecida, o sistema interrompe automaticamente o funcionamento por segurança. O tamanho e o posicionamento do recipiente também influenciam a eficiência, exigindo ajustes na rotina de preparo.
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Em alguns edifícios residenciais, a troca do fogão a gás não ocorre apenas por escolha do morador. Há condomínios que restringem o uso de botijões, especialmente em prédios com gás canalizado ou regras específicas de segurança.
Não existe uma proibição federal geral ao uso de botijão em apartamentos, mas legislações estaduais, municipais, exigências do Corpo de Bombeiros e regulamentos internos podem impor limitações. Nesse cenário, o fogão por indução surge como alternativa para quem enfrenta restrições estruturais ou prefere evitar adaptações no sistema de gás.
A facilidade de limpeza é outro fator que impulsiona a popularidade da indução. Como a superfície não precisa atingir altas temperaturas para gerar calor, respingos e resíduos tendem a não aderir com tanta intensidade, reduzindo o tempo de manutenção.
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O design integrado à bancada, sem grelhas ou queimadores aparentes, também altera a organização do espaço e se adapta melhor a cozinhas planejadas e ambientes integrados. Especialistas, porém, alertam para a importância de verificar a infraestrutura elétrica do imóvel.
Modelos mais potentes podem exigir circuitos dedicados e disjuntores adequados, sob risco de sobrecarga.
Com a ampliação da oferta e a maior familiaridade do público, o botijão de gás deixa de ser a única opção nas cozinhas brasileiras. O
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fogão por indução passa a dividir espaço com sistemas elétricos que transformam a forma de cozinhar, ao mesmo tempo em que ampliam o debate sobre eficiência energética, custos e segurança no ambiente doméstico.