Deputados aprovam projeto que proíbe venda de orgânicos em supermercados

Os agricultores familiares poderão vender a produção própria, de outros produtores certificados ou de produtos com a certificação prevista na Lei da Agricultura Orgânica (Lei 10.831/03).

Uma nova regra aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados vai criar barreiras à comercialização de alimentos orgânicos no Brasil. De acordo com o Projeto de Lei 4576/16, supermercados, mercearias, varejões e sacolões não poderão mais vender produtos orgânicos diretamente ao consumidor.

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Caso o PL volte a ser aprovado, desta vez no plenário da Câmara, só os pequenos produtores da agricultura familiar vinculados a organizações de controle social cadastradas nos órgãos fiscalizadores do governo poderão comercializar os orgânicos.  

Pelo projeto, os agricultores familiares poderão vender a produção própria, de outros produtores certificados ou de produtos com a certificação prevista na Lei da Agricultura Orgânica (Lei 10.831/03). A comercialização deverá ocorrer em feiras livres, sejam provisórias ou permanentes, ou em propriedade particular.

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A venda também poderá ser feita sem a certificação para garantir a procedência do produto, se o consumidor e o órgão fiscalizador puderem rastrear o processo de produção e ter acesso ao local de produção ou processamento.

Atualmente, a comercialização de produtos orgânicos pode ser feita em estabelecimentos como supermercados desde que a mercadoria tenha o selo SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica), obtido por auditoria ou fiscalização. 

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Depois de aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara, a proposta, de autoria do deputado federal Edinho Bez (MDB – SC), será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação definitiva em plenário.

De acordo com a legislação brasileira, considera-se orgânico aquele alimento, in natura ou processado, produzido sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos ou, então, proveniente de extrativismo sustentável, sem causar prejuízos ao ecossistema.

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‘Tempestade perfeita’…
Um importante surto de febre chikungunya poderá ocorrer no Brasil nos próximos dois anos, especialmente no Nordeste e na faixa litorânea do Sudeste. Segundo especialistas, não há nada que possa ser feito para evitar o que chamam de “tempestade perfeita”, mas é possível mitigar seus efeitos.

…do chikungunya…
A previsão foi feita por Maurício Lacerda Nogueira, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia durante o programa de TV Ciência Aberta, no dia 5. 

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…ainda está por vir
A chikungunya é grave não apenas pelo episódio agudo momentâneo, mas também por poder deixar, como sequela, uma artrite crônica, que pode incapacitar o trabalhador para o exercício de sua atividade profissional.

Frango dispara
No mercado atacadista de SP o frango fechou a primeira quinzena do mês valendo 19,4% a mais do que valia há 30 dias. Os dados são da Scot, consultoria especializada na pecuária.

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A seiva do Nordeste…
O Brasil registrou um aumento de 18,2% nas exportações de castanha de caju nos quatro primeiros meses do ano, na comparação com igual período de 2017. E o Ceará é o ­principal exportador, com 81% das vendas externas, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
…encanta gringos nos…
O interesse de importadores animou produtores, após dois anos de queda na safra devido à seca e às pragas que atacaram pomares do Nordeste. Os principais destinos da castanha são EUA, Holanda, Canadá, México e Argentina. 

…quatro cantos do Planeta!
O segmento emprega mais de 250 mil trabalhadores rurais e 12 mil em fábricas e mini fábricas. Além das castanhas, do suco e dos doces, com a fruta os nordestinos produzem um aguardente de sabor único, a cajuína, bebida reconhecida como patrimônio do estado do Piauí.