Em visita ontem à redação do Diário do Litoral em companhia do vereador Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB), o deputado estadual Cássio Navarro (do mesmo partido) disse que vai cobrar do Governo Geraldo Alckmin (PSDB) equilíbrio nos investimentos e projetos voltados à Região Metropolitana da Baixada Santista, principalmente nas áreas da saúde e segurança pública.
Eleito com 50.093 votos e há dois meses na cadeira na Assembleia Legislativa, o parlamentar disse que está visitando todos os prefeitos da região para obter os subsídios necessários para reivindicar a solução dos principais problemas. Navarro já está preparando até um relatório para entregar nas mãos do governador.
“Já mantive contato com o governo para buscar alternativas com relação à segurança pública e travessia das balsas. Não dá para continuarmos com a morosidade e a falta de embarcações, como ocorre no trajeto entre Bertioga e Guarujá. Existe um contrato para ceder as embarcações, outro para a manutenção e um terceiro somente financeiro. Uma divisão de contratos que prejudica o sistema e que precisa ser equacionada”, revela.
Segurança e saúde
Segundo Cássio Navarro, não se justifica criar muros nas rodovias para evitar assaltos. O parlamentar também quer que o Governo reveja a questão do efetivo policial da região. “Em Campos de Jordão, na temporada de inverno, o efetivo foi aumentado em mais de 400 homens, sendo que o fluxo de pessoas que visitam a cidade é infinitamente menor do que visita a Baixada na temporada de verão. Precisamos despertar para essa situação”, afirma.
Na questão da Saúde, o parlamentar quer que os investimentos destinados ao atendimento de baixa e média complexidade sejam melhor distribuídos para desafogar Santos.
“Só os gastos com transporte já inviabilizam o sistema de atendimento à saúde. Não adianta concentrar leitos em uma única cidade. É preciso investimentos no atendimento básico nas demais cidades”, conta.
Metropolização
O deputado faz uma crítica à região metropolitana que, segundo acredita, “existe só no nome”. Para Navarro, é preciso que os prefeitos e prefeitas pensem de forma conjunta.
“Quando se abre oportunidade no Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), cada gestor busca o interesse de seu município. Ninguém pensa na questão conjunta e o Condesb não está tendo sua devida função”, finaliza, enfatizando que vai buscar uma distribuição mais igualitária dos recursos na região.
Banha
Banha reforçou a ideia de se constituir a cultura metropolitana, que não existe. “As balanças estão muito desequilibradas na região, que possui o último orçamento do Estado. A saúde do cidadão da Baixada é mais barata do que a do cidadão de Ribeirão Preto. Precisamos equilibrar essa balança”, completa.
