Cotidiano
O objetivo, segundo o governo, é aliviar temporariamente a situação financeira de quem ficou desempregado e não pôde sacar integralmente o FGTS por ter optado pelo saque-aniversário
O repasse dos valores será feito no período de 2 a 12 de fevereiro de 2026, com depósito automático nas contas cadastradas no aplicativo FGTS / ImageFX
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O Governo Federal autorizou a liberação de R$ 3,9 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025. A medida deve beneficiar 822.559 pessoas, permitindo o acesso a valores que estavam retidos por regras da modalidade.
A liberação foi possível após a publicação de uma Medida Provisória (MP) que autoriza o desbloqueio do saldo para parte dos trabalhadores afetados.
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O objetivo, segundo o governo, é aliviar temporariamente a situação financeira de quem ficou desempregado e não pôde sacar integralmente o FGTS por ter optado pelo saque-aniversário.
O repasse dos valores será feito no período de 2 a 12 de fevereiro de 2026, com depósito automático nas contas cadastradas no aplicativo FGTS.
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A medida busca facilitar o acesso ao dinheiro sem burocracia, especialmente para trabalhadores que dependem do recurso como complemento de renda após a demissão.
Para quem não registrou conta bancária no aplicativo FGTS, o saque poderá ser realizado por canais físicos, como:
caixas eletrônicos
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casas lotéricas
unidades do Caixa Aqui
A estratégia, segundo o cronograma divulgado, é garantir que todos os contemplados recebam os valores dentro do período estabelecido.
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Apesar da liberação, o valor disponível não será integral para todos.
Entre 14,1 milhões de pessoas elegíveis ao saque, o governo aponta que:
9,9 milhões têm parte do FGTS comprometida com empréstimos bancários, o que reduz o montante disponível para retirada;
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2,1 milhões não poderão sacar nada, porque o saldo está totalmente vinculado a operações de crédito.
Esses números evidenciam o impacto do endividamento relacionado ao uso do FGTS como garantia em empréstimos — prática que cresceu com a popularização do saque-aniversário.
A modalidade do saque-aniversário permite que o trabalhador retire uma parte do saldo do FGTS todos os anos, no mês de seu aniversário.
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Porém, há um ponto crucial: ao aderir ao saque-aniversário, o trabalhador perde o direito de sacar o valor total do FGTS em caso de demissão sem justa causa — podendo retirar apenas a multa rescisória.
O trabalhador pode pedir retorno ao modelo tradicional (saque-rescisão), mas deve ficar atento à regra:
a mudança só passa a valer dois anos após a solicitação.
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Ou seja, mesmo que o trabalhador se arrependa da escolha, ele pode ficar preso ao saque-aniversário por um período considerável.
Com a MP, o governo tenta reduzir um dos principais gargalos do saque-aniversário: o fato de trabalhadores demitidos ficarem sem acesso ao valor total do FGTS, justamente no momento de maior necessidade financeira.
Agora, com o desbloqueio, milhares de pessoas devem receber um reforço no orçamento — ainda que parte dos valores possa ser limitada por dívidas com bancos.
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