DEM quer impugnar coligação do PSDB

Partido levanta suspeita que aliança formada por tucanos, PMDB e PPL possa ter fraudado ata de convenção para registrar candidata não filiada

Uma candidata a vereadora pelo DEM entrou com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a impugnação da coligação para a eleição porporcional formada pelo PSDB, PMDB e PPL, em Santos

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Segundo Sonia Regina Branco, o PPL tentou registrá-la como candidata, mesmo sem ela ter se filiado ao partido ou participado da convenção da legenda.

“Já estou filiada no DEM há um bom tempo. Tenho amizade com pessoas que são do PPL. Conversando daqui e dali tentaram, de todas as formas, me levar par ao PPL. Mas, a minha surpresa é que eu acabei saindo pelo PPL sem ter assinado documentação. Eu acho isso estranho”, disse Sonia.

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“Quando o DEM realizou o registro de candidatura dela pelo processo eletrônico, o CNPJ dela não saiu pelo DEM. E apareceu um dela pelo PPL, com o pedido de registro de candidatura. Quando fomos ao cartório eleitoral ver o ­requerimento estava lá sem assinatura. Tinha uma ata de convenção partidária escolhendo ela, dizendo que ela compareceu à e lá se disponibilizou para ser candidata pelo partido, mesmo não estando na lista de presença. Deram entrada como se nada tivesse ocorrendo”, explicou o advogado Rogério Mahanna.

Segundo o advogado, a situação demonstra um indício de fraude. “Há uma fraude nítida na ata da convenção. É impossível ela ter se candidatado numa convenção em que não estava. A gente passa a desconfiar, nesse momento, que essa fraude é para cumprir a cota de mulheres”.

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De acordo com Mehanna, a outra candidata pelo PPL, Denise T’Soba, também está irregular, já que no site do TSE aparece que ela é filiada ao PMDB.

“Ela não é filiada, então, não pode ser candidata. Demos entrada no pedido de impugnação dessa candidatura”.
Para o advogado, o caso envolvendo Sonia “acaba virando uma discussão sobre a legalidade de toda coligação”. Segundo ele, “a fraude contamina todo o processo de escolha de candidato da coligação”.

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Presidente do PSDB rebate acusações

O presidente do PSDB santista, Juan Manuel Villarnobo Filho, o Mandy, rebateu a acusação feita pela candidata do DEM. Segundo ele, se houve má-fé, foi da própria candidata.

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“Eu recebi isso hoje. Portanto, estou já colocando nas mãos do advogado para verificar. Enquanto isso já saí correndo coletando as provas necessárias para mostrar realmente que, estranhamente, a dona Sonia depois de fornecer todos os dados, os documentos, tirar foto com o número com número do PPL como candidata, e temos tudo em mãos, no finalzinho ela sumiu. Depois alegou essa coisas. Vamos fazer a defesa, mas temos todas as provas que, inclusive, ela fazia parte das reuniões executivas do PPL. Então, se houve má-fé em alguma coisa, não foi nossa, mas dela”.

Sobre o caso envolvendo Denise T’Soba, Mandy acredita ter acontecido algum erro administrativo por parte do PPL.

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“Em relação a Denise talvez, e aí não posso falar pelo PPL, tenha havido alguma falha administrativa porque, na realidade, ela anteriormente fora do PMDB, mas depois ela se desfiliou. O PPL tem a comprovação disso. A própria Sonia tem cartão de filiação ao PPL. Portanto, não fui eu que fraudei. Vamos se defender”.

De acordo com o presidente do PSDB, o cartório eleitoral foi alertado da situação que envolvia a candidata Sonia Regina Branco, mas que a coligação foi orientada a dar sequência no processo para, após o despacho do juiz, realizar a substituição do nome na chapa.

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“Quando nós tomamos conhecimento disso, evidente que nós ficamos preocupados. Fomos ao cartório e falamos que esta candidata fez tudo que tinha que fazer, mas em cima da hora tinha sumido. Perguntamos qual seria o procedimento porque ela estava na ata em função da convenção. A orientação foi entrar com o pedido e após o despacho do juiz, fazermos a substituição. Estamos com toda documentação e aguardando o despacho do juiz, o que não ocorreu ainda”.