O delegado de plantão na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos fez manobras de ressuscitação e salvou o homem que tentou se matar na unidade, no domingo (30) à noite, após ter sido descoberto pela Polícia Militar em uma abordagem após ficar mais de um mês foragido. O acusado é o homem que atacou a então esposa grávida, em São Vicente, e atropelou uma vizinha em 23 de abril após uma crise de ciúme. O crime, captado por câmeras de monitoramento, gerou repercussão nacional.
O homem responde por três tentativas de homicídio, ameaça, lesão corporal e sequestro. O Ministério Público (MP) quer que ele vá a júri popular.
O então foragido foi localizado por policiais do 2° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (2° Baep) após demonstrar nervosismo ao se deparar com a viatura. A captura ocorreu às 19h18 na Rua Santo Antônio do Valongo, no Morro São Bento
Após a captura ser registrada na CPJ, que funciona provisoriamente no 3° DP (Ponta da Praia), o acusado foi levado para uma cela, onde ficaria até ser transferido à cadeia anexa ao 5° Distrito Policial (Bom Retiro).
Uma policial de plantão ouviu um barulho da cela e ao ver as imagens das câmeras percebeu que o preso estava com o rosto junto às grades, pendurado. Entrando no local a equipe de policiais civis notou que ele tentava o suicídio usando partes da própria calça.
Com uma faca, a polícia cortou o pedaço de calça. Na sequência, o delegado efetuou as manobras de ressuscitação cardiopulmonar por compressões no peito e reanimou o preso até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreu o homem a um hospital.
Prisão preventiva
O homem está preso por força de um mandado de prisão preventiva. Segundo o promotor André Luiz dos Santos, o crime foi cometido de maneira covarde, “a revelar uma personalidade violenta por parte do denunciado”.
“Assim, para preservação da ordem pública, necessário que responda o processo preso. Ademais, é certo que o comportamento do denunciado, de fugir do local do crime, já revela que de tudo fará para atrapalhar a aplicação da lei penal e a colheita da prova na instrução processual”, afirma o promotor.
