Del Bel esclarece supostas irregularidades na formação de guardas municipais

O secretário de Segurança de Santos rebateu, em entrevista à Imprensa, todas as supostas irregularidades e equívocos na formação dos 150 novos guardas, apontadas pelo sindicato

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10 MAR 201511h14

Após duas horas de reunião a portas fechadas ontem com os membros que compõem a Comissão Especial de Vereadores (CEV) que apura denúncias do presidente Sindicato dos Guardas Municipais da Baixada Santista (Sindguardas), Sérgio Lúcio da Costa, veiculada semana passada no Diário do Litoral, o secretário de Segurança de Santos, coronel Del Bel, fez questão de rebater, em entrevista à Imprensa, todas as supostas irregularidades e equívocos na formação dos 150 novos guardas, apontadas pelo sindicalista.

Sobre o despreparo dos novos guardas apontado pelo sindicalista e ratificado por um aluno (publicado no último domingo), o secretário garante que segurança para atuar virá com o tempo, associando conhecimento e prática. Na questão da possível falha da grade curricular, Del Bel disse que o curso, mesmo não sendo obrigado, seguiu rigorosamente a matriz da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senap) que não impõe, mas somente propõe que os municípios sigam o programa. Del Bel garante ainda que a matriz de formação de guardas municipais, referência dada pelo Sindguardas, estaria 10 anos defasada e que “a lei 13.022 (Estatuto Geral das Guardas Municipais), sancionada ano passado, tem até agosto de 2016 para ser aplicada”.

Sobre a carga horária deficitária, o secretário garante que não há um número de horas obrigatório a ser seguido e que às 240 horas estavam dentro do previsto na grade curricular. Além disso, disse que dois meses antes de começar o curso, os alunos tiveram uma série de instruções na Arena Santos e em outras unidades da Prefeitura. “O curso de armamento e tiro (previsto no estatuto) só será ministrado após ampla discussão com a sociedade santista, que deverá decidir se a guarda deve ser armada”.

Del Bel  levou documentos e passou duas horas se explicando à CEV (Foto: Matheus Tagé/DL)

Com relação à falta de botas e fardamento dos alunos, o secretário disse que ocorreram por conta de atrasos das empresas onde o material foi adquirido, que sua principal preocupação é com a formação e que pelo menos os primeiros 40 novos guardas começarão atuando no patrulhamento, justamente para adquirir experiência.

Sobre o uso de alguns funcionários públicos, delegados civis e federais, coronéis da Polícia Militar, advogados e outros profissionais no curso ao invés de instrutores da empresa – a Fenícia Cursos Técnicos Gerenciais e Treinamento – o secretário justificou mostrando o currículo dos instrutores e alegou que os funcionários públicos que receberam valores eram capacitados e estavam fora do horário de serviço. “O Fábio Ferraz (secretário de Gestão) evidente que não recebeu um tostão”.

Participaram da reunião da CEV o denunciante Sérgio Lúcio da Costa, os presidentes dos dois sindicatos que representam o funcionalismo de Santos, Fábio Pimentel e Flávio Saraiva, além dos vereadores Evaldo Stanislau (PTe presidente da CEV); Adilson Jr (PT); Sérgio Santana (PTB); Sadao Nakai (PSDB); Sandoval Soares (PSDB); Marcelo Del Bosco (PPS); Douglas Gonçalves (DEM) e Benedito Furtado (PSB).