Cotidiano
O reajuste ocorre com relação a guerra no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz; percurso é responsável por 20% de todo o combustível comercializado no mundo
Preço das passagens aéreas dispara em 2026 / Wikimedia Commons
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A crescente no preço das passagens aéreas deve ter mais um capítulo, após a Petrobras noticiar o reajuste do preço médio do querosene de aviação (QAV) para mais de 50%, impactando diretamente nas operações aéreas. A correção do valor é decorrente dos conflitos geopolíticos em atividade e da alta demanda por combustível, após o fechamento do Estreito de Ormuz, ao norte do Irã, responsável por grande parte do petróleo fornecido mundialmente.
Diante da pressão governamental que vem acontecendo nos últimos meses, a consequência é no bolso do brasileiro. A aquisição do QAV é gerenciado pelas empresas e comprado internacionalmente, no qual a alta valorização do dólar e as taxas tributárias cambiais impostas pelo governo, resultam na elevação do custo de uma operação aérea. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível, que antes representava cerca de 30% do custo de um vôo, agora pode chegar a 45% do custo total. “Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas”, informa a empresa em nota.
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A elevação do querosene de aviação é impactado decorrente da crescente disparada do petróleo mundialmente, impulsionado pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Para Carlos Honorato, economista da FIA Business School, o cenário da aviação no país não está preparado para eventuais emergências. “A gente está muito despreparado para os impactos internacionais. A guerra do Irã realmente provocou uma mudança nos preços, mas dentro do Brasil a gente tem um custo elevadíssimo de tributação, impostos, e o processo é bastante complexo em termos de gestão de uma companhia aérea nesse momento”, afirmou.
Barril Brent sobe quase 40% após conflitos no Oriente Médio / Imagem gerada por IAO barril Brent, principal produto adquirido pelas estatais, pulou de US$70 no final de fevereiro para US$109,90 no começo de abril, ocasionando na forte elevação do custo total de uma operação aérea. Para realizar um vôo comercial, um Boeing 747, avião utilizado comercialmente, consome cerca de 4 litros de combustível por segundo, uma média de 12 litros por quilômetro. Ao longo de um vôo de 10 horas, o Boeing 747 pode chegar a usar 36.000 galões, ou 150.000 litros de combustível.
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